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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

[Resenha] Will & Will - John Green e David Levithan


Título: Will & Will – Um nome, Um destino.

Título original: Will Grayson, Will Grayson.

Autores: John Green e David Levithan. 

Editora: Galera Record. 

Nº de páginas: 352.

Sinopse: Em uma noite fria, numa improvável esquina de Chicago, Will Grayson encontra... Will Grayson. Os dois adolescentes dividem o mesmo nome. E, aparentemente, apenas isso os une. Mas mesmo circulando em ambientes completamente diferentes, os dois estão prestes a embarcar em um aventura de épicas proporções. O mais fabuloso musical a jamais ser apresentado nos palcos politicamente corretos do ensino médio.


Nota Pessoal:

‘Will & Will’ é ácido, inovador e, nas palavras de Tiny Cooper... Fabuloso. O enredo criado pelos autores faz rir, refletir e está longe de ser um modelo perfeito; eu a consideraria, uma das histórias mais originais dos últimos tempos. É como dizem: é só amor... O livro trata de um assunto que pode ser visto de diversos ângulos e formas, mas que acabam de uma forma ou de outra, chegando a um único destino: pura e simplesmente... Amor.

Iniciei a leitura achando que o livro seria ‘O Máximo’. E foi! É engraçado como ele me surpreendeu de todas as maneiras possíveis; e a principal delas é que o título do livro me faz imaginar uma coisa; mas não é exatamente ‘essa coisa’ a responsável para que tudo aconteça. Mas vamos lá, vamos falar do Will e do will.
O Will é o personagem criado pelo John Green. Ele é quieto, aparentemente normal, e tem o amigo que é ‘o maior gay do colégio’ – tanto em tamanho físico, quanto no comportamento – que atende pelo nome de Tiny. Eles vivem uma amizade que teria tudo para dar errado, mas que deu certo. São aqueles amigos inseparáveis. E se tem alguma verdadeira importância, Will não é homossexual.


“ Um dia desses, fico me dizendo, você vai aprender a calar a boca de verdade e não se importar. E até lá... Bem, até lá vou ficar respirando fundo porque a sensação que tenho é de que o ar me foi tirado. Apesar de não chorar, certamente eu me sinto muito pior do que no fim de ‘Todos os cães merecem o céu.” Pág: 217

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

[Resenha] Cidades de Papel - John Green


Título: Cidades de Papel
Título original: Paper Towns
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Nº de páginas: 366
Sinopse: Em Cidades de papel, Quentin Jacobsen nutre uma paixão platônica pela vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman desde a infância. Naquela época eles brincavam juntos e andavam de bicicleta pelo bairro, mas hoje ela é uma garota linda e popular na escola e ele é só mais um dos nerds de sua turma.Certa noite, Margo invade a vida de Quentin pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola, esperançoso de que tudo mude depois daquela madrugada e ela decida se aproximar dele. No entanto, ela não aparece naquele dia, nem no outro, nem no seguinte.Quando descobre que o paradeiro dela é agora um mistério, Quentin logo encontra pistas deixadas por ela e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele pensava que conhecia.


Nota Pessoal:

Divertido e espirituoso, Cidades de Papel, é extremamente sagaz e engraçado; uma combinação perfeita: um garoto inteligente; uma garota louca; um amor – quase – platônico; amigos hilários e companheiros; pais que pegam no pé, e uma aventura pra lá de empolgante. É nesse ritmo que John Green introduz o leitor nesta história filosoficamente ácida. E foi bom... Foi muito (muito!) bom.

Sob o ponto de vista de Quentin (ou somente Q), acompanhamos sua história com Margo. Ou melhor, sua ‘não história’ com Margo. O garoto que está no último ano do ensino médio, nutre uma paixão platônica por aquela garota que mora numa casa vizinha a sua e estuda no mesmo colégio que o seu. O grande problema é que eles viviam em mundos completamente diferentes: enquanto o garoto era o ‘certinho’ coisa e tal, Margo era a tida popular – bem, não aquelas populares que encontramos na grande maioria dos livros que trazem garotas populares. Era uma popular bem estilo John Green – e quem já leu algum livro do autor, sabe muito bem o que eu quero dizer; com todos aqueles recursos que o Green sabe utilizar como ninguém para compor seus personagens.
“Meus dias tinham uma agradável uniformidade. E eu sempre gostei disso (...). Não queria gostar, mas gostava. E assim, o cinco de maio poderia ter sido um outro dia qualquer – até pouco antes de meia-noite, quando Margo Roth Spiegelman abriu a janela sem tela do meu quarto pela primeira vez desde que me mandara fechá-la nove anos antes.” Pág 32