quinta-feira, 11 de abril de 2013

[Destaque Nacional] O maníaco do circo e o menino que tinha medo de palhaços - Leonardo Barros

Título: O maníaco do circo e o menino que tinha medo de palhaços
Autor: Leonardo Barros
Editora: All Print
N° de páginas: 274
Sinopse: O Maníaco do Circo” aborda o tema da psicopatia, da fobia, e conta a história de Renato, uma criança com personalidade psicopata que, através de sonhos e alucinações, constrói um mundo mítico onde os palhaços são manifestações materiais de um demônio. O garotinho cresceu e se tornou um homicida missionário. Sua missão: tentar purificar as almas possuídas por esse demônio, ou livrar o mundo de sua ameaça. O leitor vai acompanhar a gênese da loucura, a espontaneidade da primeira execução e a necessidade que o psicopata tem de dar continuidade a uma sina mórbida, tão necessária para ele quanto o próprio ar. Até que a história se complica com o aparecimento de um criminoso, apelidado de “Maníaco do Circo”, que assola a cidade, deixando todos perplexos com a sua crueldade. Quem é o Maníaco do Circo? Quem se esconde por trás da maquiagem de palhaço? Esse mistério, somente você poderá desvendar!

Nota Pessoal:
“Aprendi que uma única palavra pode causar estragos maiores que uma bala de revólver...” Pág:78
Mais que um mero romance policial, ‘O maníaco do circo’ é um thriller psicológico um tanto quanto surpreendente, sobre como um trauma iniciado na infância pode trazer consequências futuras drásticas.
Renato é um menino ‘esquecido’ pela mãe. Ele é aplicado, estudioso e faz tudo para seguir as regras impostas. Mas o garoto sofre de asma, e sua mãe está sempre culpando-o de tudo de errado que acontece.
Não tendo dinheiro suficiente para comprar e manter o tratamento do garoto, sua mãe apela para a arma mais forte que tem: o corpo. E foi em uma das visitas ao médico que ela começou a insinuar-se para o doutor, conseguindo assim os remédios necessários para amenizar as crises de Renato.
Só que ela era ocupada demais, e não tinha controle quanto ao uso dos remédios controlados. E é a partir daí, com o uso exacerbado e fora de hora, que o garoto começa a criar medos e traumas, a princípio de sua luminária, que exibia minúsculas imagens de palhaços, transformando-se em uma bola de neve, ao criar no subconsciente a imagem de que palhaços eram seres demoníacos.
Uma mudança brusca no cenário, e Renato já encontra-se em sua fase adulta. Uma fase que provou-se uma das piores, por criar a situação de necessidade de exterminar todo e qualquer palhaço da terra. Pior que isso, ele criou a ilusão de ter que acabar com toda e qualquer pessoa que usasse a cor vermelha.
De um ponto de vista geral – da história como um todo – eu gostei bastante do que li. Porém, nem todas as minhas expectativas foram supridas. Não pelo fato de eu ter achado o livro ruim – porque eu não achei – mas por ter criado expectativas demais.
A parte que não gostei foi o desenvolvimento. O começo e o fim foram as melhores  – o começo por ser a introdução de tudo: os motivos que levaram Renato a ter esse trauma, o terror psicológico que ele vivia dentro de si mesmo – e o fim – porque eu senti a mesma genialidade do livro mais recendo do autor: ‘Presságio’, surpreendente, inimaginável e um tanto satisfatório...ou esperado, mas não previsível.
Gostei do fato do livro apresentar histórias aparentemente independentes, desconexas e desnecessárias, mas que no fundo são/foram de fundamental importância para dar um suspense e um clímax ao final do livro.
Além do livro apresentar personagens muito bem construídos. O que eu quero dizer, reafirmando o que já falei, é que o autor construiu cenas isoladas, que poderiam passar despercebidas por a princípio não apresentarem nenhuma ligação perceptível com o enredo no geral – porque quando você começa a ler, seu foco fica total e completamente na história de Renato – mas que são fundamentais para você entender todo o contexto que o livro propõe.
Exemplo disso é a personagem Brenda, que é apresentada como uma das próximas vítimas de Renato, quando na verdade seu destaque no livro seria muito mais significativo. Ela é uma personagem que me surpreendeu pelo passado traumático, mas que independentemente disso soube superá-lo – claro que não completamente – e tirar uma lição para sua vida.
Em contrapartida – e depois de um início muito bom – achei o desenvolvimento um pouco fraco e cansativo. Algumas coisas foram realmente desnecessárias e eu acabei achando que ficou um vácuo entre um bom início e um ótimo final.
Se foi um livro que me surpreendeu?! Sim, muito. E isso não contradiz minha opinião de que não superou tudo que eu esperava. Na verdade, no contexto da história o final foi o mais surpreendente e necessário para torná-la boa.
Bom...se você gostou da temática do livro, com certeza eu recomendo. Mas lembre-se que mais que um romance policial, o livro apresenta-se como uma trama psicológica, que mostra até onde seus medos e traumas da infância podem afetar sua vida adulta.
BOA LEITURA!

segunda-feira, 8 de abril de 2013

[Resenha] O Inferno de Gabriel - Sylvain Reynard

Título: O Inferno de Gabriel
Título Original: Gabriel’s Inferno
Autor(a): Sylvain Reynard
Editora: Arqueiro
N° de páginas: 500
Sinopse: Enigmático e sedutor, Gabriel Emerson é um renomado especialista em Dante. Durante o dia assume a fachada de um rigoroso professor universitário, mas à noite se entrega a uma desinibida vida de prazeres sem limites.
O que ninguém sabe é que tanto sua máscara de frieza quanto sua extrema sensualidade na verdade escondem uma alma atormentada pelas feridas do passado. Gabriel se tortura pelos erros que cometeu e acredita que para ele não há mais nenhuma esperança ou chance de se redimir dos pecados.
Julia Mitchell é uma jovem doce e inocente que luta para superar os traumas de uma infância difícil, marcada pela negligência dos pais. Quando vai fazer mestrado na Universidade de Toronto, ela sabe que reencontrará alguém importante – um homem que viu apenas uma vez, mas que nunca conseguiu esquecer.
Assim que põe os olhos em Julia, Gabriel é tomado por uma estranha sensação de familiaridade, embora não saiba dizer por quê. A inexplicável e profunda conexão que existe entre eles deixa o professor numa situação delicada, que colocará sua carreira em risco e o obrigará a enfrentar os fantasmas dos quais sempre tentou fugir.
Primeiro livro de uma trilogia, O inferno de Gabriel explora com brilhantismo a sensualidade de uma paixão proibida. É a história envolvente de dois amantes lutando para superar seus infernos pessoais e enfim viver a redenção que só o verdadeiro amor torna possível.
Nota Pessoal:
‘O Inferno de Gabriel’ foi uma leitura rápida, interessante, porém, vazia.  Não o defino como exatamente bom, e muito menos, ruim. Acho que o livro encontra um meio termo entre uma definição e outra. Existiram coisas que me decepcionaram, mas também teve cenas que me agradaram.
Julia é aluna de mestrado da Universidade de Toronto. Querendo especializar-se em Dante, ela faz de tudo para ser uma aluna aplicada. Se não fosse ele: Gabriel Emerson, o renomado professor da Universidade, especialista em Dante. Tudo estaria perfeito se ele não fosse rude, atormentado e extremamente arrogante e atraente, e ela não fosse frágil, angelical e estivesse irrevogavelmente atraída pelo professor.
Só que existem vários ‘se’ nessa história. E se ele escondesse um passado sombrio e enigmático, escondendo-se na fachada de professor arrogante?! E se ela não insistisse nessa história de especializar-se em Dante?! E se eles não tivessem um passado juntos?!
Gabriel é daqueles personagens que você odeia logo de cara. Ele é simplesmente e incrivelmente arrogante, ‘dono da verdade’, e desprezível. Julia é daquelas típicas desses romances ‘eróticos’ – fanfics de crepúsculo – sentimental, insegura, que não consegue encontrar uma qualidade sequer em si mesma e que se auto deprecia ao extremo.
Apesar de estarem em pontos extremamente opostos – professor/aluna – Julia não consegue superar um passado que teve – ou pensou ter – com o professor Emerson. Enquanto ele finge não dá a mínima para aquela estudante, quando na verdade está total e completamente atraído por ela.
 A Julia parece sempre estar vivendo num estado totalmente-depressivo-pode-me-humilhar.
“Julia nunca se perguntava por que coisas ruins aconteciam com todo pessoas boas, pois já sabia a resposta: coisas ruins aconteciam com todo mundo [...] Por que ela receberia um tratamento especial, privilegiado?” Pág: 186
Mas como uma pessoa pode estar supostamente apaixonada por outra, e tratá-la como Gabriel tratava Julia?! Sinceramente, não entendo. E pior: como alguém pode deixar-se ser tratado, como ele fez com ela?! Ele simplesmente a humilha, ironiza tudo que diz respeito a ela e fica vangloriando-se por simplesmente ser um dos melhores professores da Universidade.
Isso mesmo, ele faz tudo isso e mais um pouco, enquanto Julia assiste como uma mera telespectadora. É no mínimo estranho você ler algo assim, porque dá vontade de entrar no livro e dar um ‘chá de semacol’ ao personagem.
E depois de toda a humilhação, ele vira o príncipe encantado. Pois é, de um extremo a outro, Gabriel enfim sai do seu estado sapo para ser ‘sou seu príncipe encantado, vamos viver felizes para sempre!’.
E fica aquele joguinho de gato e rato: quero você, não quero você, peguei você, não mereço você e blá blá blá. Não me convenceu totalmente. Acho que demorou um pouco para eu acostumar com essa mudança repentina de Gabriel – embora, eu consegui mudar minha visão sobre ele, não totalmente porque o que ele fez né?!.
E uma coisa que sempre me incomoda é que depois de tanto destrato, tudo fica bem. Acho válido que sempre tem de haver um troco – e nunca tem. Gabriel fez o que quis com ela e depois é como se nada tivesse acontecido. Ele tentou se redimir e tudo que Julia conseguiu foi ficar com ele e pronto.
Em contrapartida, gostei de alguns diálogos inteligentes. Costumo associar assim: o que o Gabriel tem de inteligência, tem de arrogância – ao menos no começo.
O livro todo é levado num ritmo bem normal, sem nenhum grande acontecimento – exceto quando ambos os personagens sentem-se confiantes o bastante para revelar seus traumas do passado.
E foi por isso que até ‘tentei’ entender o comportamento de ambos. O que os levaram a agir de determinada maneira diante de determinada situação. ‘Tentei’ ver o comportamento tímido e submisso de Júlia como reflexo de um passado sombrio e um pouco desestruturado. E apesar de ter um segredo que o atormenta, nada....repito -  nada - pra mim justifica o fato de ele tratá-la do jeito que a tratou.
Gostei também por tratar-se mais de um livro sensual que sexual. O livro tem todo um erotismo, mas nada depreciativo ou sadomasoquista- não que eu seja contra, cada um tem seu gosto. Não tem altas cenas picantes, mas tem uma atmosfera sensual que permeia toda a história.
“ – Então deixe-me cuidar de você – sussurrou ele, seu olhar intenso e fixo.
- Você poderia ter a qualquer mulher que quisesse, Gabriel. [...]
- Eu só quero você.” Pág: 328
Se você gosta desse gênero de leitura, poderá gostar, se não, e pretende ler um livro do tipo, recomendo ‘O Inferno de Gabriel’. Apesar de todos os seus pontos negativos, foi o' melhorzinho' que li, desses que estão pipocando no mercado literário.
BOA LEITURA!

quinta-feira, 4 de abril de 2013

[Entrevistando] Com Selène D'Aquitaine

Oi Leitores!!!
Hoje, trago para vocês uma entrevista super especial que fiz com a autora ‘Selène D’Aquitaine’, autora dos livros da trilogia ‘Annástria’.
Adriana Barbosa, autora dos livros de fantasia da trilogia ‘Annástria’ – escritos sob o pseudônimo de Selène D’Aquitaine – reside na cidade de São Paulo e escreve desde criança. Com o passar do tempo, resolver arriscar-se no mundo literário lançando o livro ‘Diário de Rabiscos’, uma mistura de autobiografia e ficção. Depois veio seus livros de fantasia com ‘O Jardim das Rosas Negras’ e então “Annástria. Ela concedeu uma entrevista contando como foi todo o processo de criação de ‘Annástria’ e sua inspirações.
Vamos conferir?!

1 – De onde surgiu a ideia de escrever a trilogia “Annástria” ?
Comecei a escrever "Annástria" com uns 16 para 17 anos. Publiquei quando fiz 17. Eu sempre tive vontade de escrever uma história que se passasse em um reino ou em uma dimensão idealizada. Eu pensava: "como eu faria uma história que se passassem em um reino/dimensão mágica"? Como seriam as personagens? Quais seriam seus significados? Foi uma ideia preparada aos poucos, conforme eu ia escrevendo. Ler bastante me ajudou. Eu gosto de história que se passam em lugares mágicos e extraordinários, como "As Crônicas de Nárnia", "Fronteiras do Universo", "Trilogia Cósmica", "Senhor dos Anéis"… São histórias que encantam os leitores, emocionam, são repletas de aventuras, etc. 

2 – Quando você descobriu a vocação para ser escritora? Você recebeu apoio de sua família?
Eu gosto de escrever desde pequena. No começo, quando eu disse para minha mãe que eu queria escrever um livro, ela levou tudo na base da brincadeira, mas conforme ela lia o que eu escrevia, começou a acreditar e a me dar todo apoio. Nas primeiras vezes que eu preparada originais para enviar para as editoras, minha mãe me ajudou bastante!

3 – Quais são os escritores que mais te inspiram?
Nossa, são vários!  C.S Lewis e Phillip Pullman estão entre meus favoritos. Também gosto muito dos livros da J.K Rowling, Machado de Assis, Clarice Lispector, Taylor Caldwell, Ken Follet, Marion Zimmer Bradley, entre outros. 

4 – É perceptível que sua escrita evoluiu muito entre um livro e outro – da trilogia Annástria. A que se deve essa evolução?
Eu comecei a publicar livros muito cedo, acho que é algo natural a escrita evoluir de um livro para outro. No caso da Trilogia Annástria não só a escrita muda como também o modo de narrar. No volume 1 (Annástria e o Príncipe dos Deuses) quem conta a história é um narrador em terceira pessoa, e no volume 2 (Annástria e os Sete Escolhidos) são quatro personagens que narram, cada um com seu ponto de vista e personalidade diferentes. Escrever um livro que tenha mais de uma personagem narrando ajuda a estimular o amadurecimento da escrita. Eu preciso pensar como o meu personagem, ou como a minha personagem para poder transmitir aos leitores o que cada um deles sente, as mudanças que sofrem e como cada um vai lidar com essas mudanças. Acredito que devo essa evolução ao meu amadurecimento como pessoa, como escrita, mas também devo aos meus personagens!

5 – Pra você, qual é a importância de blogs literários na divulgação de livros nacionais?
Quem escreve e administra esses blogs são leitores. Para um escritor é muito bom ter uma aproximação com os leitores. Acho que os blogs literários fazem uma divulgação bacana dos livros, o blogueiro apresenta a opinião dele sobre um determinado livro. Um livro causa diferentes impactos e sensações, dependendo do leitor. Um livro que agradou a um leitor, pode desagradar a outro. Existem blogueiros que levam a sério o que fazem, sabem da responsabilidade. Para os escritores brasileiros o trabalho desses blogs é bem bacana.

6 – No segundo volume – Annástria e os sete escolhidos – você incutiu pecados e provações como algo palpável e destruidor do caráter humano. Foi uma crítica social?
Pode ser vista, sim, como crítica social, mas meu intuito não é "moralizar". Os pecados e provações testam as personagens, provocam. Elas estão muito próximas dos deuses e ainda assim sentem-se perdidas, não sabem o que fazer. A pergunta é: o que os personagem irão fazer? Ceder das provações ou buscar supera-las? O que os personagem vão fazer? Eles lidam com seus medos, falhas, virtudes e vícios, assim como qualquer ser humano, e cada personagem tem seu jeito de encarar os obstáculos. 

7 – Se mandassem te escolher um personagem favorito de ‘Annástria’, qual você escolheria e por que?
Nossa… Difícil. Já me fizeram essa pergunta. Não consigo escolher! Gosto muito de todos meus personagens, até mesmo os malvados. Todos são especiais.

8 – Você se inspirou em alguém para compor algum personagem da trilogia?
Não, não exatamente… Pelo menos não de modo consciente meu. A Gina, por exemplo. A Stellnaja retrata a colega como sendo uma "amiga-inimiga". Não tem uma pessoa em específico que na qual eu tenha me inspirado para fazer a Gina. Eu já conheci muitas pessoas como a Gina. Meus personagens têm um pouco de mim, um pouco de amigos, familiares… Uma mistura, entende? 

9 – Além de ‘Annástria’ você escreveu mais dois livros. Eles seguem a mesma linha de fantasia?
Não, não seguem. "Diário de Rabiscos" mistura ficção e um pouco da minha pouca experiência de vida. Muito pelo que a personagem do livro passa, eu também passei. "O Jardim das Rosas Negras" é um conto de fadas leve e doce, muito diferente da Trilogia Annástria. 

10 – Como é a Sèlene não escritora?
Ela é uma nerd maluca que estuda muito e ama a faculdade! Quando não estou escrevendo, gosto muito de estudar, ler e brincar com a minha gatinha. Como faço faculdade preciso dividir meu tempo, ora de estudar, ora de escrever. Meus estudos acabam ajudando muito na hora de escrever.

11 – Deixe uma mensagem para os leitores do blog.
Pessoal, muito obrigada por essa entrevista! Espero que vocês tenham gostado tanto quanto eu. Para aqueles que sonham em publicar livros, desejo muito sucesso. Sei que é complicado no começo, mas insistam e persistam. Para os estudantes e vestibulandos 2013, boa sorte nas provas!

Eu adorei entrevistar a Selène. Desde já agradeço a autora por disponibilizar essa entrevista para o blog.
E vocês gostaram da entrevista?!

 

segunda-feira, 1 de abril de 2013

News Literárias por Natalia Dantas


Peço desculpas por mês passado eu não ter publicado aqui no blog, mas estou de volta \õ. Vamos conferir os lançamentos? 

EDITORA ARQUEIRO

Fique Comigo, Harlan Coben                                                                                                                       

“Coben descreve de forma sensacional a angústia e as reflexões de seus personagens. Com a mesma maestria com que narra essas imersões psicológicas, constrói as cenas de ação mais surpreendentes da ficção policial contemporânea.” – Booklist

A vida de Megan Pierce nem sempre foi um mar de rosas. Houve uma época em que ela nunca sabia como seria o dia seguinte. Mas hoje é mãe de dois filhos, tem um marido perfeito e a casa dos sonhos de qualquer mulher – e, apesar disso, se sente cada vez mais insatisfeita.

Ray Levine já foi um fotógrafo respeitado, mas agora, aos 40 anos, tem um emprego em que finge ser paparazzo para massagear o ego de jovens endinheirados obcecados em se tornar celebridades.

Broome é um detetive incapaz de esquecer um caso que nunca conseguiu resolver: há 17 anos, um pai de família desapareceu sem deixar rastro. Todos os anos ele visita a casa em que a mulher e os filhos do homem esperam seu retorno.

Essas pessoas levam vidas que nunca desejaram. Agora, um misterioso acontecimento fará com que seus caminhos se cruzem, obrigando-as a lidar com as terríveis consequências de fatos que pareciam enterrados havia muito tempo.

E, à medida que se deparam com a faceta sombria do sonho americano – o tédio dos subúrbios, a angústia da tentação, o desespero e os anseios que podem se esconder nas mais belas fachadas –, elas chegarão à chocante conclusão de que talvez não queiram deixar o passado para trás.

Retrato de uma Espiã, Daniel Silva                                                                                   

Aposentado do serviço secreto israelense, o restaurador de arte Gabriel Allon decide passar um fim de semana em Londres com sua esposa, Chiara. Mas seus sentidos estão sempre em alerta, sobretudo depois dos recentes atentados suicidas em Paris e Copenhague.

Em meio à multidão, Gabriel detecta um suspeito. Um homem-bomba. Quando está prestes a atirar para matar, ele é detido pela polícia britânica e acaba presenciando um terrível massacre.

Já de volta à sua casa na Cornualha e ainda assombrado por não ter sido capaz de impedir o ataque, o agente é convocado a comandar um esquema global contra a guerra santa muçulmana. Uma nova rede terrorista se espalha pela Europa e só há uma solução para derrotá-la: infiltrar um agente duplo.

A espiã ideal é uma bilionária saudita que vive de dissimulações, transitando entre os mundos islâmico e ocidental. Treinada por Allon, ela deve evitar que o terror se dissemine.

Numa trama que espelha as tensões e conflitos da atualidade, Gabriel precisa identificar o inimigo para, enfim, chegar a seu covil: o plácido, porém implacável deserto da Arábia Saudita.

O Destino do Tigre, Colleen Houck                                                                                                                                

Honra. Sacrifício. Amor. Poderia o fim de tudo levar a um novo começo?
Kelsey, Ren e Kishan sobreviveram a três aventuras dramáticas e muitas provações. Mas, antes que possam partir na busca pelo último presente da deusa Durga, têm que enfrentar o feiticeiro Lokesh em seu próprio território.

O vilão sequestrou Kelsey e já detém o poder de três amuletos. Ela precisa escapar de suas garras para quebrar a maldição do tigre, libertando seus amados príncipes. Esse, porém, é apenas o início da história em que escolhas difíceis e decisivas devem ser feitas por todos.

O elemento principal agora é o fogo, e em meio a lava, demônios, animais fantásticos e zumbis, o trio enfrenta seu derradeiro desafio. O caminho é arriscado e cheio de reviravoltas potencialmente fatais. Só uma coisa é certa: ninguém pode fugir de seu destino.

A saga dos tigres chega ao auge. Nunca antes Kelsey, Ren e Kishan sofreram tanto, estiveram tão unidos e precisaram lutar contra inimigos com tamanho poder. Emocionante do início ao fim, O destino do tigre explica todos os mistérios que unem os personagens e promete surpreender os leitores.

“Preparem-se para paixões abrasadoras, uma batalha épica e uma escolha definitiva. Os fãs vão ficar com os olhos marejados e o coração na boca!” – Kirkus Reviews

                                                              EDITORA NOVO CONCEITO 
                                                                                                                                                                

As Violetas de Março, Sarah Jio                                                                                                                    

Emily Taylor é uma mulher jovem e escritora de sucesso, mas não gosta muito de seu próprio livro. Também tem um casamento que parece ideal, no entanto ele acabará em divórcio. 

Sentindo que sua vida perdeu o propósito, Emily decide fazer as malas e passar um tempo em Bainbridge — a ilha onde morou quando menina — para tentar se reorganizar. Enquanto busca esquecer o ex-marido e, ao mesmo tempo, arrumar material para um novo — e mais verdadeiro — livro, um antigo colega de escola e o namorado proibido da adolescência tornam-se seus companheiros frequentes. 

Entretanto, o melhor parceiro de Emily será um diário da década de 1940, encontrado no fundo de uma gaveta.  Com o diário em mãos, Emily sentirá o estranhamento e a comoção causados pela leitura de uma biografia misteriosa que envolve antigos habitantes da ilha e que tem muito a ver com sua própria história. 

Assim como as violetas que desabrocham fora de estação para mostrar que tudo é possível, a vida de Emily Taylor poderá tomar um rumo improvável e cheio de possibilidades.  As Violetas de Março é um romance sobre a força do amor, sobre as peças que o destino prega e sobre como podemos ser felizes mesmo quando tudo parece conspirar contra a felicidade.

Apegados, Amir Levine; Rachel S. F. Heller                                                                                                

Cada vez mais fazemos uso da pesquisa científica para conquistar melhor qualidade de vida. Sabemos o que devemos ou não comer, conhecemos o tipo de exercício que devemos praticar e por quanto tempo devemos fazê-lo, aprendemos alternativas viáveis para conquistar o sono revigorante... No entanto, nossos relacionamentos amorosos, parte importante de nossa vida, não parecem tão avaliados e estudados. Geralmente temos a sensação de que essa coisa de amor é um assunto da sorte. 

Mas será possível que a ciência explique por que algumas relações são produtivas e enriquecedoras, enquanto outras nos deixam perturbados e alienados? Pode a ciência explicar como muitos criam vínculos amáveis sem esforço algum, enquanto outros têm que lutar tanto pelo amor? Para o psiquiatra Amir Levine e a psicóloga Rachel Heller, a resposta é um evidente “sim”. 

Em "Apegados" — livro baseado nas pesquisas da Teoria do Apego, de John Bowlby —, os autores revelam como compreender os mecanismos de afeição que se criam entre os adultos, o que certamente nos ajudará a encontrar e a manter o amor. 

Seja você do tipo “ansioso”, “seguro” ou “evitante”, Levine e Heller se encarregam de oferecer instrumentos suficientes para que você possa construir relações mais fortes e reparadoras com as pessoas que ama.

Em Busca de um Final Feliz, Katherine Boo                                                                                                   

Em Busca de um Final Feliz, de Katherine Boo, é um livro brilhantemente escrito. Através de uma forte narrativa, descobrimos como é o dia a dia dos moradores de Annawadi, uma favela à sombra do elegante Aeroporto Internacional de Mumbai, na Índia.

A história de seus habitantes nos faz rir e chorar, porque “o que é celebrado neste livro não é o que poderíamos chamar toscamente de ‘o encanto da lama’, mas a riqueza das pessoas que — para o bem e para o mal — compõem um tronco social que está cada vez mais presente no nosso mundo moderno”. (Zeca Camargo, em prefácio a esta edição).

O leitor vai se apaixonar por Sunil Sharma, o menino catador de lixo que quer ficar rico, por Manju, a moça mais bonita da favela, que quer ser professora, e até pela tresloucada Fátima, a Perna Só, que só quer um pouco de atenção.

Sonhe Mais, Jai Pausch                                                                                                                                    

Jai Pausch passou por um trauma: a perda do marido para um câncer de pâncreas. A enfermidade de Randy Pausch também destruiu as verdades e as certezas em que Jai acreditava.

Pega de surpresa pela doença, que avançou rapidamente, Jai Pausch precisou inverter suas prioridades. Acostumada a cuidar da família, percebeu que aquele era, também, o momento de cuidar de si mesma, porque, do contrário — caso fraquejasse —, sua família não sobreviveria. E, apesar de todas as alterações pelas quais passou, foi capaz de registrar a maior parte de suas experiências, dúvidas e medos. 

Este registro acabou se constituindo num relato vigoroso sobre como a morte muda o relacionamento entre as pessoas e sobre como é possível sobreviver, passo a passo, a essas mudanças.

Sonhe Mais é referência para todos os que estão vivendo uma fase de transição e é leitura obrigatória para aqueles que passaram, ou estão passando, por um momento de dor.


Por hoje é só \õ.
Até próximo mês :**