quarta-feira, 27 de junho de 2012

[Resenha] A linguagem das flores - Vanessa Diffenbaugh


Título: A linguagem das flores

Título Original: The Language of Flowers

Autora: Vanessa Diffenbaugh

Editora: Arqueiro

Nº de páginas: 294

Sinopse: Victoria Jones sempre foi uma menina arredia, temperamental e carrancuda. Por causa de sua personalidade difícil, passou a vida sendo jogada de um abrigo para outro, de uma família para outra, até ser considerada inapta para adoção. Ainda criança, se apaixonou pelas flores e por suas mensagens secretas. Quem lhe ensinou tudo sobre o assunto foi Elizabeth, uma de suas mães adotivas, a única que a menina amou e com quem quis ficar... até pôr tudo a perder. Agora, aos 18 anos e emancipada, ela não tem para onde ir nem com quem contar.
Sozinha, passa as noites numa praça pública, onde cultiva um pequeno jardim particular. Quando uma florista local lhe dá um emprego e descobre seu talento, a vida de Victoria parece prestes a entrar nos eixos. Mas então ela conhece um misterioso vendedor do mercado de flores e esse encontro a obriga a enfrentar os fantasmas que a assombram. Em seu livro de estreia, Vanessa Diffenbaugh cria uma heroína intensa e inesquecível. Misturando passado e presente num intricado quebra-cabeça, A linguagem das flores é essencialmente uma história de amor – entre mãe e filha, entre homem e mulher e, sobretudo, de amor-próprio.


Nota Pessoal:
O livro nos conta a história de Victoria, uma jovem que depois de passar a sua infância sendo jogada de orfanato em orfanato, de família em família, se vê com 18 anos, emanicipada e responsável pela própria vida.
Com um vasto conhecimento sobre ‘a linguagem das flores’ adquirido com o convívio com Elizabeth (a única mãe que a garota gostou, e ainda gosta), Victoria é contratada em uma floricultura, depois de fugir da casa para onde foi mandada após completar 18 anos, na qual ela tinha que arrumar um emprego e assumir seus atos dali em diante.
Não contente com o rumo da sua história, Victoria foge e começa a dormir na rua, cultivando um belo jardim, e uma coleção de erros e frustrações do passado.

“ Essas flores se chamam morrião-dos-passarinhos. Elas significam ‘seja bem-vindo’. Ao lhe oferecer um buquê delas, estou lhe dando as boas vindas à minha casa, à minha vida.” PG: 32
Os capítulos do livro são intercalados entre passado e presente. Tendo como pano de fundo a história de Victoria ainda criança, para podermos compreender o presente.
O que tinha tudo para deixar a história confusa, só tornou a narrativa mais leve e encantadora.
Após enviada para casa de Elizabeth, Victoria (ainda criança) mesmo presa no seu casulo de tristeza, sente-se feliz. A única pessoa que a compreendia, que a envolvia de amor, mesmo a menina sendo rebelde.
Acho que o fato de Victoria ter uma infância conturbada, tornou a garota um poço de remorsos.
Aí conhecemos toda a história de Elizabeth; o que levou a mulher a adotar a pequena Victoria, e mesmo a garota fazendo de tudo para irritá-la e mandá-la de volta para o orfanato, ela persiste. O que só aumenta a certeza de Elizabeth de continuar com a garota.
Até o terrível acontecimento que separa a vida das duas, acontecimento esse causado pela Victoria; o laço maternal que estava sendo tecido aos poucos.
E aí nos deparamos com a Victoria adulta. Apaixonada pela linguagem das flores, ensinada por sua mãe adotiva.
Victoria após ser contratada na floricultura, faz sucesso entre os clientes. A mesma é procurada para indicar a melhor flor, para cada ocasião especifica. Um jovem apaixonado, um casal que quer renovar o seu amor, enfim as inúmeras ocasiões importantes na nossa vida, que nos é apresentada por cada flor especifica.

“ A linguagem das flores era a única coisa à qual eu era leal. Se começasse a mentir sobre ela, não restaria nada de belo ou verdadeiro em minha vida.” PG: 110/111

De repente Victoria se depara com o seu passado. E tem que enfrenta-lo, agora já adulta; tem que assumir seus erros e tentar mudar a sua própria história.
Vemos toda a superação a personagem ao longo do livro. E acho que isso é o mais importante de toda e qualquer estória. Os personagens são bem construídos, e nos familiarizamos com a estória bem rápido. O livro me fez refletir sobre muitas coisas. Foi realmente uma leitura proveitosa, na qual podemos tirar grandes lições.
Com uma narrativa leve, a autora nos conduz pela história dessa bela jovem que foi capaz de superar seus erros, e transformá-los em algo belo.
Ah, e não podemos esquecer do belo presente que a autora nos dá no fim do livro. Sim, ela nos presenteia com o seu dicionário das flores, com cada significado ( o que é fantástico, pois durante a leitura , nós ansiamos para também usar a linguagem das flores).
Uma leitura transformadora e super recomendada.
BOA LEITURA!

terça-feira, 26 de junho de 2012

[Novas Parcerias] Autores Nacionais

Olá leitores!
Hoje trago pra vocês mais duas parcerias que me deixaram super feliz.



Deise C. Müller nasceu em Vila Velha - ES, no ano de 1989. Durante a infância, não conseguia ir até a padaria e retornar sem ter imaginado uma história inteira. Na adolescência, se interessou por informática e achou ter encontrado sua paixão. Após seu casamento com Nelson e durante a faculdade de Sistemas de Informação, redescobriu sua paixão por literatura… após passar noites em claro consumida por ideias, resolveu escrever. Depois de vários contos e um livro não publicado, em 2010 surgiu Lilac. Sua estreia literária.
Recentemente se mudou de volta para a sua terra natal, onde escreve o segundo livro de Lilac em paralelo com sua nova série ainda intitulada.




Sobre seu livro:
Lilin, uma succubus ambiciosa, tenta aniquilar Lúcifer. E como punição, é enviada a Terra e destituída de seus poderes. Transformada em feiticeira, Lilin assume vários consortes e começa um plano para reinar sobre os seis clãs dos feiticeiros.
Meg cresceu acreditando ter herdado habilidades mágicas de sua tataravó feiticeira. Abandonada ainda bebê pela mãe, seu pai tenta fazer com que ela e sua irmã se interessem pela arte oculta, porém a última coisa que uma adolescente quer é aprender feitiços com sangue de galinha e adagas afiadas. Entretanto, quando Lauren, sua irmã, é assaltada e baleada, e Lucas seus ex-namorado, desaparece misteriosamente Meg se arrepende de não seguir os conselhos do pai.
Meg retorna à cidade onde cresceu, para se afastar da dor do passado e da acusação nos olhos do pai. Seu passado, no entanto, não está disposto a deixá-la em paz. Craft, o suspeito inicial no desaparecimento de Lucas, acaba sendo o rei do clã Domovoi, o mais poderoso dos clãs, e sua única esperança de escapar de seu caçador, e da escuridão na qual seu coração se afundou.
Mas quando sobreviver pode significar ser um receptáculo ambulante para um demônio que planeja destruir tudo o que você ama, e morrer significa destruir o coração daqueles que te amam, o que fazer?
Um demônio banido… Uma linhagem condenada… E uma atração inevitável. O amor realmente supera tudo?




Roberta Spindler nasceu em Belém do Pará, em 1985. Graduada em publicidade, trabalha como editora de vídeos. Escreve desde a adolescência e é apaixonada por literatura fantástica. Publicou nas antologias Psyvamp e Deuses, da Editora Infinitum, e Tratado Secreto de Magia – Vol. II, da Editora Andross.





Oriana Comesanha tem 25 anos, nasceu em Belém do Pará. É formada em psicologia pela Universidade Federal do Pará e trabalha na área de psicologia jurídica. Começou a escrever ainda jovem, atividade que originou o livro Contos de Meigan – A fúria dos Cártagos, e atualmente divide seu tempo entre a paixão pela profissão e pela literatura. Tem alguns contos ainda não publicados, além de publicações em sua área de interesse profissional. 









As duas últimas são autoras de um único livro:
Sinopse:
" Meigan é um mundo diferente do nosso, morada de seres especiais e poderosos que se denominam magis. Na aparência são exatamente como nós, mas as diferenças não podem ser ignoradas por muito tempo. Os magis tem uma relação especial com a natureza e seus elementos, moldando-os a sua vontade e apoderando-se de sua força. Esses elementos, chamados mantares, não se limitam apenas aos conhecidos fogo, terra, ar e água. Existem muitos outros, como as sombras, o tempo e até mesmo o controle sobre o próprio corpo. Ter a capacidade de decifrar, entender e interagir com a natureza é um dos principais requisitos para a evolução de um magi.
Contos de Meigan – A Fúria dos Cártagos começa com Maya Muskaf preparando-se para voltar para casa. Depois de três anos vivendo na Terra, o momento de retornar a Meigan finalmente havia chegado. Ela estava preocupada, pois alguma coisa afetava seu controle sobre os mantares, talvez algum resquício da misteriosa doença que a debilitou durante a infância. Com medo de estar novamente doente e para conseguir respostas, decidiu colocar de lado suas diferenças com sua mãe, a principal governante do mundo magi. Voltaria a Katur, capital de Meigan, e pediria perdão por todas as brigas passadas.
Assim, deixou sua vida terrena de lado e entrou na primeira caravana que encontrou. Entretanto, seus planos acabaram tomando um rumo muito diferente daquele que imaginara. Os soldados que escoltavam a caravana acabaram achando destroços e um corpo no chão. Logo que avistou o homem morto, com os cabelos tão brancos quanto sua pele e os olhos inteiramente negros, Maya soube que se tratava de um dos cártagos – antigos magis que traíram seu povo e por isso foram banidos para uma dimensão paralela.
As implicações para tal presença em território magi eram gravíssimas e não demorou muito para que Maya e seus companheiros descobrissem que os magis traidores estavam tomando o Solo Sagrado e derrubado seus portões de defesa. Agora, em meio ao caos de uma violenta batalha, Maya vai precisar lutar para sobreviver e conseguir respostas para as perguntas que lhe afligiam. Como os cártagos conseguiram acesso ao Solo Sagrado? Onde estavam os guardiões dos portões, os mais poderosos guerreiros de Meigan? E, a mais importante de todas, conseguiria chegar a Katur a tempo de encontrar sua mãe?"


Em breve resenha dos livros



[RESULTADOS] "Promoção 50 seguidores" e "Promoção de Outono"


Olá Leitores.
Para não fazer outro post, vou informar os vencedores dos 2 sorteios, das promoções encerradas no blog. “Promoção de Outono” e “50 seguidores”.


           É com muita felicidade que venho anunciar o vencedor do nosso sorteio “50 seguidores”.
Quero agradecer a cada um de vocês que me ajudaram a divulgar, que participaram e seguiram no blog; enfim, que realmente acreditaram no meu trabalho; Obrigado, obrigado, obrigado.

Agora bora lá conferir quem foi o(a) sortudo(a)?!
Que rufem os tambores *tchã, tchã, tchã, tchã* rsrs.
Foram 1448 participações válidas e o(a) grande sortudo(a) foi:



Parabéns Cristiane!!!

O e-mail já foi enviado e o ganhador terá 48 horas para responder. Caso não aconteça, ocorrerá novo sorteio.





Promoção de Outono [RESULTADO]
E aproveitando a deixa vou postar o resultado também da “Promoção de Outono”, que foi uma parceria entre sete blogs.
A vencedora da “Promoção de Outono” foi a  Rosana Silva.
Em breve estará recebendo os livros.

É isso leitores, e quem não ganhou não fiquem tristes, em breve virão mais sorteios pra vocês.





sábado, 23 de junho de 2012

[Destaque Nacional #08] Freud, me tira dessa! - Laura Conrado

Título: Freud, me tira dessa!
Autora: Laura Conrado
Editora: Novo Século
Nº de páginas: 239
Sinopse: Catarina é uma jovem que passa a morar sozinha em função do novo emprego. Dona de uma vida amorosa catastrófica e disposta a rever suas escolhas, Cat busca ajuda na psicoterapia. Como se não bastasse o dolorido processo de conhecer a si mesma e de adentrar na relação com seus familiares, Catarina se apaixona pelo terapeuta. No auge de sua angústia, a personagem recorre ao pai da Psicanálise para sair dessa. Por meio das confusões de Cat, é possível não simplesmente rir, mas também se identificar com a profunda trajetória de autoconhecimento e aceitação da própria história.



Nota Pessoal:
Catarina, após levar um ‘pé na bunda’ do seu atual namorado Rubens, está insatisfeita com a sua vida amorosa.
Trabalha em uma empresa reconhecida, tem uma estabilidade, mas mesmo assim não consegue entender porque sua vida afetiva não toma rumo.
Posso dizer que o livro me surpreendeu muito. Pensei que fosse mais um desses clichês , onde uma mulher se apaixonaria pelo terapeuta, e blá blá blá.
Não. Definitivamente o livro não é desse jeito. Muito pelo contrário. Temos personagens marcantes, cheios de personalidade.
A autora soube construir cada um deles, principalmente a nossa protagonista Cat.
Morando em BH, sempre que possível Catarina viaja para o interior do estado para a casa dos seus pais. E foi em uma dessas viagens que Catarina descobriu que sua irmã, Amanda, estava namorando com o seu ex-grande-amor. Pois é, foi uma briga danada, e eu até gostei dos ‘tabefes’ que Amanda levou. Poxa, namorar o ex-grande-amor da vida da sua irmã é meio complicado.
Dando uma repaginada na sua vida, Cat (é assim que ela gosta de ser chamada), recebe a sugestão de fazer terapia.
E vai mesmo. Embora não acreditasse muito, Cat vai em busca de um terapeuta. E encontra. E se apaixona.
“Eu não respondia nada, mas me sentia a mulher mais fracassada do mundo. Incapaz de dizer a um homem que eu estava apaixonada.” PG: 98
Clichê, não?!. Seria, se a autora não soubesse colocar seu jeitinho diferente de escrever.
Acho até que esse amor platônico pelo Luiz (o analista), se fundamenta no ‘homem perfeito’ que Cat criou. Afinal ela só via o cara uma vez na semana, e ele realmente parecia perfeito. Ela deitava, contava sua situação e ele escutava, tentando ajuda-la.
Acho que o mais legal do livro são os personagens bem construídos. As amigas de Cat são ótimas, e na empresa onde trabalham tem de tudo. A fofoqueira, a chata, a amiga verdadeira, o cara ‘perfeito’. Enfim, tudo pra deixar a estória mais real e interessante.
Cat é uma personagem bem marcante. Cheia de traumas da infância, insegura na vida amorosa. Mas é uma personagem forte. Eu me identifiquei muito com ela.
Cat começa a fazer terapia, frequentar academia. Lá conheço o Pirilampo. Um homossexual super alto astral que tenta tirar Catarina da fossa.
Algumas atitudes da Catarina são infantis, como o fato de ficar bisbilhotando a vida do seu ex namorado, ou perseguir seu analista.
Mas essas aventuras dela são bem legais, deixando o livro mais dinâmico e ajuda no desenvolvimento da leitura.
“Sair da sua rotina faz você ver as coisas de outro ângulo, de outro jeito. Sair do ninho é difícil, mas voar vale a pena demais!” PG: 217

O maior dilema de Cat é que ela sempre é trocada. O Rubens trocou ela por uma sem sal da empresa. O seu ex-grande-amor não quis nada serio com ela, mas agora namorava a sua irmã.
O livro é cheio de acontecimentos surpreendentes, e como falei os personagens tem seus próprios problemas, o que os torna mais reais.
Acho que o único problema mesmo foi a pequena quantidade de capítulos. Isso faz com que os capítulos tornem-se extensos, o que para alguns é um problema. Mas para mim não foi porque a leitura é dinâmica e instigante, então eu li super rápido.
Enfim, Catarina supera seus traumas, consegue dar a volta por mim. Claro que teve toda o desenvolvimento da estória para enfim, a nossa protagonista superar tudo e sentir que sua vida estava enfim entrando no seu devido lugar.
É uma leitura super recomendada, principalmente para aqueles que gostam de um romance com um ‘gostinho brasileiro’.
BOA LEITURA!