terça-feira, 29 de maio de 2012

[Destaque Nacional #06] 72 Horas Para Morrer - Ricardo Ragazzo


Titulo: 72 horas para morrer
Autor: Ricardo Ragazzo
Editora: Novo Século
Nº de Páginas: 254
Sinopse: “O carro pertence a sua namorada”. Com essas palavras, Julio Fontana, delegado da pacata cidade de Novo Salto, tem a vida transformada em um inferno. Pessoas próximas começam a ser brutalmente assassinadas, como parte de uma fria e sórdida vingança contra ele. Agora, Julio terá que descobrir a identidade do responsável por esses crimes bárbaros, antes que sua única filha se torne o próximo nome riscado da lista.
72 horas para morrer é uma corrida frenética conta o tempo, que irá prender o leitor do início ao fim.

Nota pessoal:
“Pior do que conhecer um Serial killer, é um Serial Killer conhecer você!”
Acho que essa é a frase que melhor resume o livro. Um livro eletrizante do começo ao fim.
O livro é emocionante e repleto de ação da primeira a última página, e isso foi o que mais me impressionou na história. Sou fã desse gênero e acho que o autor não ficou devendo em nada.
Julio Fontana é delegado de uma pequena e pacata cidade, e vê sua vida virar de cabeça para baixo, quando o carro da sua namorada Agatha, é encontrado misteriosamente em um posto.
A partir daí, Julio ver-se em uma busca desenfreada atrás de um assassino que pretende acabar aos poucos com as pessoas próximas a ele. Tudo leva a crer que o assassino busca vingança. Mas quem seria esse assassino? Por que simplesmente ele não destruiria Julio, antes de fazer o mesmo passar por sofrimentos muito piores que a morte?
O livro tem muitos acontecimentos fortes. As mortes são bizarras, dignas dos piores filmes de terror.
Nesse emaranhado de acontecimentos, Julio preza principalmente pela vida da sua filha Laura, que depois da morte da mãe, vem tendo problemas com ele.
Surge também um velho jornalista amigo de Julio, Tarso Medeiros, que no passado transformou a história do assassinato do grande amor de Julio, num tremendo furo jornalístico e volta agora para se redimir, prometendo ajudar o amigo a encontrar o assassino, sem qualquer envolvimento com jornais e holofotes (o que para mim, fez ele virar suspeito logo de cara).
“Só que naquela manhã de domingo, no quintal da minha casa, não foi o delegado de Novo Salto que viveu um momento difícil, mas sim, Julio Fontana, o amigo de Tarso Medeiros.” PG: 72
Ao contrário de alguns livros “consagrados” do gênero (pelo menos no meu ponto de vista), o autor escreve com maestria, levando-nos a ter um misto de emoções, sem nos deixar confuso.
Aos poucos, Júlio vai vendo as pessoas próximas a ele, sendo mortas misteriosamente, sem nenhuma pista, e começa a receber bilhetes anônimos, o que só o deixa mais intrigado.
Uma vingança cruel está sendo preparada.
E o alvo da vez é finalmente Laura Fontana. A cada nova morte, o assassino só tem mais e mais vontade de matar. E o que o alimenta, é esse desejo de ver Julio sofrer antes do fim.
“A vingança move, alimenta , energiza.” PG:229
O livro aborda assuntos, hoje, polêmicos na nossa sociedade, como: a pedofilia e a revolta de uma comunidade, que não se contenta em somente ver um assassino preso, eles querem mais que isso, querem que o mesmo morra.
Posso dizer com toda a certeza que o final me surpreendeu bastante. Li algumas resenhas que dizem que o autor se perde um pouco ao escrever o final da histórias. No meu ver não foi isso que aconteceu. Talvez você possa não entender por não prestar atenção a fatos abordados como secundários, mas que tem total importância na hora da revelação do verdadeiro assassinato. Foi um final inteligente, que eu acho que ninguém antes da leitura, descobriria, talvez desconfie de quem é o assassino, mas não sabe, a verdadeira história dele.
Confesso que tirando Julio e sua filha, todos, absolutamente todos que aparecem na história eram suspeitos pra mim. Desde o padre, até o ex-presidiário que agora ficou bonzinho.
É um livro que quanto mais você ler, mas você sente vontade de chegar ao final e saber quem é o assassino, porque o autor faz de todos suspeitos e ao mesmo tempo inocentes. Ele às vezes coloca um personagem que achamos que não tem nada haver com os assassinatos, como os culpados, e vice-versa.
E digo, isso ao mesmo tempo que é confuso, é um ponto positivo na narrativa. Afinal, como em todo e qualquer espetáculo, o melhor fica para o final.
Vejo o cenário de 72 horas para morrer, como o tabuleiro, tendo seus personagens como peças manipuladas por um psicopata.
É uma leitura super  recomendada, principalmente para quem é fã do gênero. Não espere um livro leve. Pelo contrário, os assassinatos são brutais e desumanos, que om certeza chocam o leitor. Uma leitura, que vai fazer você virar as páginas e não largar o livro.
BOA LEITURA!!!

[Novas parcerias] Autores Nacionais

E hoje, trago pra vocês, mais duas parcerias com autores nacionais que me deixaram muito feliz, de verdade.
Vamos conhecê-los?!
Fabiane Ribeiro
Nascida em Mogi Mirim, SP, Fabiane Ribeiro é Escritora e Médica Veterinária, apaixonada pelas palavras e pelos animais. É autora dos romances “Xadrez” e “Corações em Fase Terminal”.
Site: www.fabianeribeiro.com.br
Blog: reinoxadrez.blogspot.com

Ricardo Ragazzo
Nasceu e cresceu na maior metrópole da América Latina. em 1995, aos 20anos de idade, mudou-se para São Francisco, Califórnia, onde estudou inglês e trabalhou por quase um ano. Lá teve contato pela primeira vez com o jogo de RPG (Role-Playing Games). Ao voltar ao Brasil, aprofundou-se no assunto criando histórias para serem jogadas sempre pelo mesmo grupo de amigos. Bacharel em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, trocou de ramo antes mesmo de se formar, vivendo hoje como administrador de empresas.

Em breve resenha dos livros recebidos ^^

sábado, 26 de maio de 2012

[Destaque Nacional #05] Pobre não tem sorte – Leila Rego

Sinopse: Toda garota do interior sonha em se casar com o cara de seus sonhos, ter uma casinha, filhos e ser feliz até que a morte os separe, certo?
E se esse cara for lindo, rico, super fashion e divertido?
E se tal "casinha dos sonhos" for um mega apartamento no melhor bairro da cidade?
Uau! Mariana encontrou o cara perfeito e vai se casar com ele!
E nada de casinha! Isso é coisa de gente que pensa pequeno. Mariana vai ter o apartamento dos sonhos que já vem incluso no pacote: case com um homem rico e vá morar em grande estilo.
E quanto a filhos e ser feliz até que a morte os separe... Bem, ela ainda não pensou nesses detalhes. Afinal as prioridades vão para as coisas bem mais interessantes como, por exemplo, o vestido de noiva perfeito, o que o colunista vai dizer sobre o seu casamento no tablóide de domingo, o que as amigas e inimigas irão comentar, quem entrará na lista de convidados para sua despedida de solteira, etc.
Mas isso só sura até um dia em que Mariana... Bom, leiam o livro e descubram.
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Nota pessoal:
Pobre não tem sorte conta a história de Mariana, jovem que quer estar entre as “mais mais” da sua pequena cidade: Prudente, interior de São Paulo.
Pausa pra suspirar!!! Gente, que livro maravilhoso é esse hein? Pense, em uma protagonista doida de pedra, que tinha tudo pra ser fútil, mas que a autora transformou simplesmente em uma das protagonistas mais queridas por mim.
Mariana é de uma família simples, de um bairro nada luxuoso, que acaba por se apaixonar por Eduardo, simplesmente o filhinho da “grande personalidade” de Prudente, tão invejada e odiada por Mari.
“Dizem que sou artificial, patricinha, outdoor ambulante – porque visto marcas dos pés à cabeça – ou qualquer outro adjetivo totalmente infundado.” PG: 13
A loucuras de Mari são tão engraçadas! Como eu ri na leitura desse livro. Voltando...
Mari é pobre e não aceita isso. Ela narra toda a sua trajetória cheia de loucuras (deliciosas por sinal) e faz o leitor virar vorazmente cada página.
Realmente a autora consegue prender o leitor em uma narrativa, fácil, leve e divertida. Cada personagem é bem construído, desde a jararaca-de-prada até a aborrecente Marisa, irmã de Mari.
Definindo Mari em uma palavra: sem-noção. Pense, em uma garota que vive total e completamente fora da realidade.
Depois de um longo namoro com Edu. Ah, o namoro. A fase mais conturbada do romance, um namoro total sem futuro. Primeiro porque Edu e Mari eram duas pessoas totalmente opostas. Portanto não acredite na frase “Os opostos de atraem”, definitivamente não é bem assim.
Mari ver-se totalmente arrasada quando no dia do seu casamento ela é abandonada por Edu, que dar uma justificativa totalmente furada (pelo menos para ela), após pedir demissão do emprego pra empenhar-se totalmente ao casamento, Mari não sabe o que vai ser da sua vida (futura-vida-glamourosa), depois do fim mal resolvido do seu relacionamento.
O mais engraçado é que mesmo no fundo do poço a Mari não perde o estilo. Como ela mesmo diz, não deve-se nunca deixar de ter classe (até o grande bafão do livro que eu não vou contar a vocês).
Quer um livro pra descontrair? Leia PNTS. É um livro que você ler super rápido e rir, rir muito.
Realmente a Leila Rego sabe escrever um romance Chick Lit. Apesar de não ser fã desse gênero, confesso que o livro me surpreendeu muiiiiiiiiiiiiiito, eu simplesmente AMEI AMEI AMEI.
Nossa. Eu ia soltar o spoiler mais engraçado aqui. Vou deixar vocês morrendo de curiosidade. Pense em uma garota nada simples. Pense no toque de chamada de mensagem dela. Pense esse toque no meio do  trabalho. BEM ALTO. Leila, você me fez rir por hoooras depois daquele toque nada esperado, naquele momento nada esperado.
O mais impressionante e importante do livro é a evolução da Mari. Quer final mais digno pra uma personagem inesquecível?! O final foi perfeito. E acho que todas as peças do grande quebra-cabeça PNTS se encaixaram.
E claro, a Mari conseguiu superar tudo isso, deu a volta por cima com classe, mesmo não conseguindo o óculos prada tão desejado, e aprendeu com seus erros. E isso é uma grande lição de vida que a autora conseguiu nos passar através da personagem. Não é preciso ter tudo do bom e do melhor para ser feliz.
Por fim, já adianto que não vou conseguir esperar muito tempo pra ler “Pobre não tem sorte 2” porque é impossível você não ler a continuação desse livro.
Leiam. Eu recomendo muiiiiiiiiiito a leitura.
BOA LEITURA!!!


quinta-feira, 17 de maio de 2012

[Resenha] Chantel - Nora Roberts

Sinopse: Linda e talentosa, Chantel O’Hurley era uma grande estrela das telas de cinema sempre presente nas fantasias masculinas. Atrair e ser adorada eram parte de seu trabalho. Mas ser perseguida por um fã obsessivo já era algo bem diferente… Por isso, ela precisa de um guarda-costas. E rápido.
Quinn Doran não era um homem especialmente bonito, mas tinha um charme irresistível. E, embora arrogante, era a melhor proteção que o dinheiro podia pagar. Apesar de se desafiarem a todo momento para decidirem quem estava no comando, era inegável que a atração pulsava entre Quinn e Chantel. E cada vez com mais intensidade. Diante da ameaça, Chantel não tinha alternativa senão ser acompanhada por Quinn durante a produção de seu novo filme. Para eles, sustentar um aparente relacionamento apaixonado não seria difícil. Na verdade, era perfeito e provocante. A dificuldade estaria em resistir à tentação de cruzar a fronteira entre a realidade e a ficção.


Nota Pessoal:
“Chantel” foi o primeiro livro que li da Nora Roberts, e não tenho dúvidas que foi o primeiro de muitos; O primeiro de todos da autora que com certeza quero ter na minha estante.
A narrativa é ótima. Confesso que no começo a leitura ficou um pouco emperrada, mas depois fluiu tranquilamente, que quando dei por mim o livro já tinha acabado.
O livro conta a história de Chantel, a mais velha das trigêmeas O’Hurley.
Chantel é uma famosa atriz, que chegou ao topo da sua carreira depois de muito esforço e ver-se em um beco sem saída quando um maníaco começa a persegui-la, mandando-lhe flores, cartas e telefonemas *extremamente assustadores*.
Chantel é obrigada a acatar a sugestão do seu amigo Matt e contratar um detetive particular, já que a mesma não queria envolver a polícia para evitar escândalos na mídia.
É nesse ponto da história que surge Quinn, o durão detetive contratado por Chantel, recomendado por Matt. Nem preciso dizer que o cara é O CARA. Apesar de se achar o mais mais (coisa que não gosto em nenhum personagem), ele faz isso com tanta naturalidade que chega a ser irônico os diálogos dele com Chantel.
Ambos durões, Chantel e Quinn não conseguem se entender e vivem entre “tapas e beijos”; Essa relação conturbada é o ponto alto do livro *pra mim*.
Como não poderia deixar de ser, essas intrigas acabam se tornando um grande amor. Reprimido pelos dois é claro. Porque diga-se de passagem a Nora soube construir perfeitamente não só os personagens principais, como os outros que compõem a trama.
“ Estavam perto um do outro, muito perto. Quinn podia sentir o perfume que parecia exalar dos poros de Chantel, algo que não era suave u sutil. A perfeição daquele rosto podia matar um homem.” PG: 49
Eu ainda estou impressionado com o rumo que a história tomou. Vendo que não poderiam mais resistir um ao outro, Chantel e Quinn entregam-se aquela paixão ardente; O que no começo, foi algo que ambos tentaram reprimir, principalmente Quinn só queria enxergar Chantel como sua cliente.
Acho que a autora quis *no começo do livro* dar mais ênfase no mistério do que na paixão entre Chantel e Quinn, mas o romance dos dois ganhou espaço na trama, e o mistério sobre as cartas e o maníaco perseguidor de Chantel tornou-se algo realmente secundário.
Quinn é o tipíco cara durão. Tem medo de envolver-se com Chantel, mas ao mesmo tempo demonstra uma atração física por ela, o que torna a obra de Nora, um romance ardente.
“Ele não tinha certeza de que sabia demonstrar tudo o que sentia. Quinn não estava acostumado a mimar as mulheres. Romance era algo para livros e filmes, para jovens e tolos.” PG:261
No começo quando começou toda a relação ardente entre Chantel e Quinn eu pensei “Vai ser mais um romance previsível”, engano meu. Por que não fui acreditar no que todos me diziam: “Você vai virar fã da Nora Roberts”. Taí. Quero ler todos os livros da autora agora (rsrsrs).
O diferencial de “Chantel” e outros romances, é a forma como a autora construiu cada personagem, com suas próprias características, de forma marcante, que mesmo nas inúmeras cenas somente protagonizadas pelos protagonistas, você não esquece dos secundários, pois ambos tem um papel marcante na história.
O mais surpreendente é o fim do livro. Digo com toda a certeza, foi o final mais marcante e bem construído de um livro de mistérios (não digo mistérios do tipo Agatha Christie ou Sherlock Holmes, *longe disso*). O assassino foi uma pessoa tão doente, maníaco, que realmente fiquei com pena dele. Ele era um psicopata total, digno de pena, mesmo.
Enfim. Leiam Chantel. É um ótimo romance **.
Ah. “Chantel” é o 3º livro da série intitulada “ O’Hurley “ , sendo que cada livro conta a história de cada um dos quatro irmãos O’Hurley.
Os livros são independentes e podem ser lidos em qualquer ordem, isso não interfere a leitura. Eles não tem nenhuma ligação, além do fato de contar a história de quatro irmãos, e de todos aparecem secundariamente em todos os livros.
BOA LEITURA!!!