sábado, 15 de setembro de 2012

[Resenha] @mor - Daniel Glattauer


Título: @mor

Título Original: Gut Gegen Nordwind

Autor: Daniel Glattauer

Editora: Suma de Letras

Nº de páginas: 184

Sinopse: Num e-mail enviado por engano, começa um relacionamento virtual que testa as convicções de Leo Leike e Emmi Rothner. Ela é casada; ele ainda está digerindo o fracasso de seu último relacionamento – e nada como a curiosidade, instigada por frases bem-encadeadas numa caixa postal eletrônica, para que os dois se esqueçam dos obstáculos e sejam impelidos a marcarem um encontro. Mas a expectativa é uma faca de dois gumes, trazendo o medo de que a realidade não esteja à altura da fantasia.
Este romance de estreia de Daniel Glattauer, campeão de vendas na Alemanha e na Espanha, explora, no ambiente do século XXI, sentimentos compartilhados por amantes de todas as gerações.

 
Nota Pessoal:


“Estou bebendo a nós. Já estou um pouco bêbado. Mas não muito. E agora é a sua vez de novo, escreva para mim, Emmi. Escrever é como beijar, só que sem os lábios. Escrever é beijar com a cabeça.” PG: 76

Esse livro já estava na minha lista de desejados, desde que a editora anunciou seu lançamento; de alguma forma eu me sentia atraído pela leitura.

“@mor” conta a estória de Leo e Emmi, duas pessoas completamente diferentes, e ao mesmo tempo tão iguais, que se conhecem por um descuido de Emmi ao mandar um e-mail para o cancelamento da assinatura de uma revista, e esse e-mail pelas mãos do destino cai na caixa de e-mail desse ‘misterioso’ Leo Leike.
Até aí tudo bem. Mas foi num e-mail coletivo de “Feliz Natal e Próspero Ano Novo”, onde Emmi por acaso adicionou o e-mail de Leo, que a relação dos dois, virtualmente falando, começou.

Confesso que ao adquirir o livro eu iria demorar um tempinho para lê-lo, pois o modo como é narrado não me atraía muito, mas entre uma leitura e outra, encontrei um jeito de lê-lo, já que ele é um livro pequeno. E a narrativa é ótima, diferentemente do que eu pensei que fosse.

De forma alguma o livro me decepcionou (e não vou falar daquele final que é tipo “Como Assim?” ) , a leitura é super rápida, e temos o livro todo em uma incessante troca de e-mails muito bem escritos.
Sim, acho que esse lance dos e-mails foi o diferencial do livro; Até porque o autor soube criar frases engraçadas, românticas e muito, muito bem inteligentes. Acho que minha forma de dialogar virtualmente mudou um pouco também (rsrs).

Nessa imensidão de e-mails, os dois começam a adentrar fundo  na intimidade um do outro. Somos apresentados a Emmi, fora desse ‘relacionamento’ virtual, uma mulher com a vida mais comum do mundo, casada e ‘mãe’ de uma adolescente e uma criança.

Assim como, somos apresentados ao Leo Leike, um irresistível Psicólogo da Linguagem, que fora abandonado por sua ‘quase’ mulher e agora tenta a todo custo reconquistá-la.

O que ambos não percebem (ou percebem?!) é que buscam nessa relação virtual, fugir um pouco dessa vidinha normal que compartilhavam quando não estavam na frente do computador.

E começa então a quererem se encontrar e ao mesmo tempo não quererem se encontrar pessoalmente. Pois é, vivem um dilema. Será que aquela relação ‘perfeita’ que viviam através de e-mails se sustentaria, caso ambos se encontrassem? Ou será que um não superaria as expectativas do outro?
Temos momentos engraçados, românticos e ‘tensos’ (não tantos assim) ao longo de toda a narrativa.

O livro foi todo construído através dessa troca de e-mails, e isso não torna a leitura em nada enfadonha ou até mesmo chata, muito pelo contrário, Emmi e Leo são os seres que mais sabem se expressar por e-mail que eu conheço. Mesmo. Cada um tem um ponto de vista acerca de cada assunto abordado nos e-mails, e isso faz com que, nós, leitores no sintamos próximos dos personagens.

Ah, e tem umas coisas também que são totalmente sem noção. Principalmente por parte da Emmi; Taí uma personagem que consegue ser contraditória. Por que como ela pode dizer que não quer trair o marido, sendo que nesses e-mails ela deixa o Leo dizer que quer beijá-la e blábláblá e ela achar isso a coisa mais comum do mundo? Isso pode ser analisado no ponto de vista de cada leitor, mas para mim isso já de certa forma uma traição.

No geral, eu gostei bastante da estória, mas por favor que final mais que decepcionante foi aquele? . Acho que o autor não poderia ter escolhido final pior. A estória de Emmi e Leo foi tão bem construída, ambos passaram momentos tão bons juntos (mesmo pelo computador) que no final da leitura você pode analisar que talvez aquele final foi simplesmente bom, vendo o lado de que o que vale mesmo é o relacionamento que eles tiveram. Mas comigo não foi assim, eu simplesmente não gostei, ainda mais daquele último e-mail, que eu esperava que fosse o “BAM” do livro, acabou-se mostrando uma coisa totalmente banal.

Acho que esse foi o único ponto negativo, mas ainda assim acho que é uma leitura que vale super ( sim, teremos continuação ).

BOA LEITURA!!!

domingo, 9 de setembro de 2012

[Destaque Nacional #11] Annástria e o Princípe dos Deuses - Selène D'Aquitaine


Título: Annástria e o Príncipe dos Deuses (Volume I)

Autora: Selène D’Aquitaine

Editora: Ícone

Nº de páginas: 351

Sinopse: Annástria é uma das dimensões mais evoluídas entre as sete principais, governada pela Deus Memória e pelo Deus Zolum. Reza uma profecia que o filho primogênito dos Grandes Deuses, Rorek estava destinado a trair sua família, unindo-se a deusa das Trevas, Satine. Annástria começa a se afogar nas Trevas, porém, de acordo com a profecia, o filho de Strauss, Rei de Annástria, é a única pessoa que pode salvar Annástria e restaurar o equilíbrio entre as dimensões. Ele era um anjo, porém Rorek corta as sua penas. As penas são espalhadas por várias dimensões. Para salvar Annástria, Darin precisa recuperar todas as suas penas antes que Satine o faça. Ele vai contar com a ajuda de impar, uma feiticeira que de alguma forma misteriosa está especialmente ligada a ele.


 
Nota Pessoal:
Esse livro já estava entre os meus desejados já faz um tempo, e agora tive a oportunidade de lê-lo através da parceria com a autora.

Posso dizer que a leitura foi uma verdadeira surpresa, primeiro porque apesar de estar entre os meus desejados, eu não sabia muito a respeito da estória; E segundo que a narrativa começa em um ritmo leve, acanhado, e ao longo das páginas mostra-se uma estória fantástica que me prendeu muito.

Annástria é uma das dimensões mais elevadas entre as sete. Seu reino está em perigo. E a única salvação para os annastrianos está nas mãos de um jovem anjo (Darin) que por obra de um destino/profecia perdeu suas penas, que na verdade representam parte da sua alma, e agora tem que recuperá-las para tentar cumprir sua missão.

Não podendo cumprir sua missão sozinho, está no destino do jovem anjo guerreiro encontrar-se com a bela Impar, uma garota que passara anos adormecia, acordando agora para ajudar seu povo das maldades de Rorek e Satine.

Somos apresentados a um mundo fantasticamente criado, habitado por seres estranhamente encantadores, que vão desde pequenos animais esquisitos (sim, eles são como verdadeiros humanos) à elfos, magos e feiticeiros.

Nessa difícil missão por entre as dimensões pelas quais as penas de Darin foram espalhadas, além de Ímpar que está sempre com sua protetora (uma bela e encantadora fênix) está também o pequeno ser, Artenis, que na verdade é uma espécie de pássaro, protetor de Darin, que consegue comunicar-se telepaticamente com outros seres que quiser.

Após um rápido treinamento é chegada a hora de Darin partir em busca das sua penas. Ao longo do caminho surge obstáculos que vão desde uma simples batalha de espadas, à luta contra os obsessores (serem que sugam a energia das pessoas).

O livro é recheado de acontecimentos inesperados e objetos mágicos que compõe papel importante ao longo da obra, como a espada de Anzhar, o anel de Annástria e a misteriosa Luneta de ouro.

O livro tem um ritmo inebriante e reafirmando o que eu disse no começo da resenha, a leitura começa leve e ao longo das páginas ganha uma veracidade surpreendente.

Cumprida a primeira missão, os jovens agora (sem a ajuda de ninguém) segue rumo a uma ilha que aparentemente é calma, mas é um dos lugares mais sombrias de toda a dimensão Annástria. Os seres que lá habitavam perderam a fé nos ‘Deuses’ e agora cultuam um ‘Deus’ maldoso, rancoroso e que condena a todos que não seguir suas leis ao pé da letra.

“Guardo comigo o colar que Willian me deu. Uma lembrança de quando éramos namorados. Admito que sinto a falta dele. Eu ainda o amo, e acredito que sempre vou amá-lo.” PG: 330

Surge então outros personagens como o Willian, que no começo mostra-se apenas secundário, mas acaba ganhando destaque no livro após ser mandado em missão por Rorek e Satine para destruir Ímpar e tentar impedir o resgate das penas, mas acaba apaixonando-se pela garota, sugindo aí um impasse, após a revelação de um segredo (que não irei contar a vocês) que pode mudar completamente o rumo dessa estória.

Só tenho algumas observações a fazer com relação a estória no geral. Acho que o livro merecia uma revisada mais bem detalhada, para assim, corrigir alguns erros. E também acho que faltou uma estruturação na estória no sentido de ‘texto’. Algumas coisas ficaram muito soltas, e por vezes me senti um pouco perdido.

Mas, o fundamental é que quando estamos ‘perdidos’ a autora consegue nos conectar novamente na estória, e isso é um ponto relativamente positivo no enredo.

Ah, e preciso também falar da capa do livro, que é liiiinda *-*. Quando eu falo linda, eu quero dizer que passei horas e horas parando a leitura e contemplando a capa ( e falo isso sem exageros ).

Eu gostei muito da estória, o universo criado pela autora consegue prender o leitor, e o livro fica com um gostinho de quero mais.

Sim, “Annástria” trata-se de uma trilogia, e esse é apenas o primeiro livro.

O livro acaba num ponto crucial para a continuação da estória, já que no fim foram escolhidos 21 pessoas para ajudar Darin e Ímpar nessa difícil missão, e agora (no segundo volume) só restarão 7.

Tenho certeza que a estória vai evoluir muito no próximo volume.
Uma leitura mais que recomendada!

BOA LEITURA!

P.S.: Em breve tem resenha do segundo volume da série, “Annástria e os sete escolhidos”

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

[Resenha] O Casamento - Nicholas Sparks


Olá Leitores!!! Como estão? Vamos conferir a resenha de “O Casamento”, cedido ao blog pela Editora Arqueiro?...

Título: O Casamento
Título Original: The Wedding
Autor: Nicholas Sparks
Editora: Arqueiro
Nº de páginas: 223
Sinopse: Após 30 anos de casamento, Wilson Lewis é obrigado a encarar uma dolorosa verdade: sua esposa, Jane, parece ter deixado de amá-lo, e ele é o único culpado disso.
Viciado em trabalho, Wilson costumava passar mais tempo no escritório do que com a família. Além disso, nunca conseguiu ser romântico como o sogro era com sua própria mulher. A história de amor dos pais de Jane, contada em Diário de uma paixão, sempre foi um exemplo para os filhos de como o casamento deveria ser.
Diante da incapacidade do marido de expressar suas emoções, Jane começa a duvidar de que tenha feito a escolha certa ao se  casar com ele. Wilson, porém, sente que seu amor pela esposa só cresceu ao longo dos anos. Agora que seu relacionamento está ameaçado, ele vai fazer o que for necessário para se tornar o homem que Jane sempre desejou que ele fosse.
Em O casamento, Nicholas Sparks faz os leitores relembrarem a alegria de se apaixonar e o desafio de se manterem apaixonados.

Nota Pessoal:
“O Casamento” é mais um clássico do Nicholas Sparks. Retrata o amor na sua mais bela e pura forma. Com personagens marcantes, a estória me cativou da primeira a última página.
A cada livro que leio do Nicholas Sparks eu só consigo me apaixonar mais e mais pelas estórias maravilhosas que o autor escreve.
E não foi diferente nesse novo romance. Agora temos a estória de um casal não mais adolescente, e sim, de um casal maduro, lutando para reacender a chama do relacionamento, perdida durante os 30 anos de casamento.
Wilson é um homem que dedica-se totalmente ao trabalho, e acabou esquecendo-se da família; quando deu-se por si viu que o seu casamento ao poucos estava chegando ao fim. Agora ele espelha-se na estória de amor do sogro Noah (estória contada em ‘Diário de uma paixão’ ) para tentar reconquistar a sua esposa, Jane.
Com três filhos já adultos, o relacionamento do casal tinha caído na rotina e ambos tinham perdido o amor que sentia um pelo outro.
A gota d’água para Jane começar a repensar no relacionamento, foi o esquecimento do aniversário de casamento. Será que valeria a pena continuar casada com um homem que esquecera-se completamente de que tinha uma família?
E é isso que faz com que o abismo (formado ao longo dos anos da relação) aumente drasticamente; E é isso também que faz Wilson perceber o erro cometido e tentar reconquistar a mulher que ele sempre amara.
Surge aí uma notícia inesperada. A filha mais nova do casal, Anna, está para se casar. Não um casamento que tivesse tempo para ser organizado e preparado (como era o sonho de Jane), mas um casamento rápido, dali a duas semanas.
Após longas conversas com o sogro, Wilson vê no casamento de sua filha uma oportunidade para reconquistar a sua esposa.
Acho que o Nicholas Sparks, tem um jeito próprio e inesquecível de compor seus personagens. Cada um com seus erros, medos, frustrações e qualidades são quase palpáveis ao longo da leitura.
Nenhum personagem do livro é perfeito, muito pelo contrário, eles aprenderam com os erros e tentam ao máximo toma-los como exemplo.
“ – O que eu queria dizer é que eu acho que amo você – sussurrei.
- Eu também tenho certeza – disse ela. – Tenho certeza de que te amo.” PG: 96
Eu gostei muito da forma como o autor sobre entrelaçar a estória de Noah e Allie( Diário de uma paixão) na estória de O Casamento, e ao contrário do que muitos possam pensar, o livro não chega a ser uma continuação de Diário de uma paixão; Temos apenas o Noah, ajudando ao máximo o Wilson a reconquistar Jane. E também é uma forma de matarmos a saudade do casal inesquecível (pelo menos pra mim) do clássico Diário de uma paixão.
Acho que o mais lindo e incrível do livro, foi a forma única que Wilson encontrou de reconquistar sua esposa. Acho que o autor não poderia ter imaginado nada melhor que aquilo e é impossível não se emocionar com a história do casal.
Algo bem interessante que pude perceber ao longo da leitura é a forma como o Wilson trata Jane, a todo momento ela a menciona (pois temos a estória no seu ponto de vista) como “minha esposa”. E eu achei isso tão incrível, que por mais que se trate apenas de uma estória, acho que a verdade contida naquelas palavras conseguiram tocar-me profundamente.
“Tudo parecia perfeito e ali, em pé ao lado da mulher que era minha esposa havia quase três décadas, eu de repente entendi que o dia não poderia ter dado mais certo nem se eu tivesse planejado tudo.” PG 62
O modo como o relacionamento entre Wilson e Jane amadurece, é outro ponto crucial na estória, o modo como a história do casal, que passa de superficial para apaixonados novamente é uma lição de vida; De que sim, é possível reconquistar a pessoa que amamos.
Eu sempre tiro algo de proveito das leituras do Nicholas Sparks. E com essa não foi diferente.
Talvez alguns esperem que aconteça alguma tragédia (isso é uma marca registrada do Sparks) para tornar a estória real e inesquecível. Já adianto que não; O Nicholas mostrou que uma estória pode sim ser inesquecível e ao mesmo tempo ter um final feliz.
BOA LEITURA!