quinta-feira, 7 de março de 2013

[Adaptações Literárias] Dezesseis Luas

Marketing: ‘O novo crepúsculo’, espera, expectativa. Tudo resumido a uma adaptação fraca e sem muitas surpresas. Foi isso que senti ao sair da sala de cinema após assistir à Dezesseis Luas.
Mais que decepcionado, eu me senti enganado por um filme que quase nada tem a ver com o livro.

Eu sei que são muitos os desafios de se adaptar uma obra para as telonas, e que mais difícil que isso, é conseguir agradar a gama de fãs ou apenas pessoas que gostaram do livro e querem ver uma adaptação legal, mas daí a excluir fatos importantes, e até mesmo personagens que dão uma graça particular a história acho absurdo.
E foi exatamente isso que aconteceu com Dezesseis Luas.Cadê o cachorro Boo acho que é assim que escreve o nome dele – inesquecível e indispensável a história?! Se você leu o livro com certeza sentirá falta desse pequeno – nem tanto – notável, no filme.
E que ao ler não se divertiu com o trio de tias mais pirado da história?! Isso mesmo, além de abdicar o cachorro do Tio Macon – que é uma história a parte – não deram-se por satisfeitos e simplesmente tiraram as ‘tias’ do filme. Será que consideraram elas tão desnecessárias e resolveram simplesmente dar um chá de sumido, já que elas não fariam tantas diferenças assim?! Pois saibam que fizeram.
Diferenças muitas a parte, vou falar um pouco sobre a história no geral. Para quem ainda não conhece o livro e/ou filme, e não sabe do que se trata, ‘Dezesseis Luas’ é um livro infanto/juvenil que narra a história de Ethan e Lena, dois adolescentes – ele humano, ela uma conjuradora, vulgo, bruxa – que tem seus destinos misteriosamente traços e amaldiçoados. Ao mesmo tempo que tem de enfrentar a grande diferença que os separa – humanos/conjuradores – Lena está prestes a completar dezesseis anos, sendo assim, invocada para as trevas ou para a luz. Um dilema surge quando por mais difícil que seja aceitar, eles descobrem que o caminho mais provável que o rumo da conjuradora tomará, é o das trevas.
E uma busca desenfreada é acionada, para tentar achar o mais rápido possível – e antes que a décima sexta lua apareça – o livro das luas, para tentar rever a maldição que persegue a linhagem de Lena, séculos atrás.
Mas verdades aparecerão, muitos delas inesperadas e difíceis de serem encaradas de frente, e mais que isso, Lina descobre que tem o destino nas próprias mãos e terá de escolher que caminho seguirá, e isso poderá causar feridas jamais imaginadas, e repercutirá em toda a sua família – independentemente de serem da luz ou das trevas.
Acredito sinceramente que quem não leu o livro, saiu mais que satisfeito do cinema. E com certeza eu me incluiria nesse grupo se assistisse antes de ler. Porque: o filme tem uma temática muito boa, além de oferecer aquele amor platônico – by crepúsculo, só quem sem a Bella chata – que a maioria – sintam-se incluídos se assim convier – das pessoas gostam de ver.
Mas se colocado no contexto ‘Adaptações Literárias’ o filme – pra mim – foi uma negação. Não consegui imaginar nenhum ator/atriz que fez parte do elenco do filme como os personagens reais criados pelas autoras – tá, é bem difícil você sair satisfeito do cinema quando não consegue associar ambos: personagem/ator – exceto talvez, a Lena, e ainda assim ‘superficialmente’. Tio Macon – grotescamente diferente - , Ama, Ridley e até mesmo o próprio Ethan não chegavam nem perto do que eu projetei – com a ajuda da minha imaginação mais que fértil – quando li.
E agora, não poderei deixar de citar as inúmeras modificações que a adaptação sofreu.
O medalhão – um dos artefatos principais do livro – foi encontrado por ambos, Lena e Ethan, já no filme Ethan acha o medalhão sozinho, presenteando a Lena.
E cadê a cena mais hilária do livro onde Lena, ainda aperfeiçoando seus poderes deixa a cara das ‘patricinhas’ meladas por uma semana, com canetinha permanente, o que te faz sentir-se vingado pela personagem?! Pois é, não tem.
Sem mais delongas, saí decepcionado porque todas as minhas expectativas depositadas no filme não foram supridas. Muita coisa foi modificada, o que me fez pensar que eles somente usarem a história original como um pano de fundo, sem dar muito importância aos detalhes e a história no geral.
Tio Macon não é assim, DEFINITIVAMENTE.

Mas se você ainda não leu o livro e tem curiosidade e vontade de ver o filme, vá em frente, digo com 99% de certeza de que se você gostou da proposta e do trailer, sem sombra de dúvidas gostará e sairá satisfeito da sala de cinema. Porém se já leu o livro, gostou muito e vai ver a adaptação, baixe suas expectativas e quando adentrar a sala, sentar na cadeira e o filme começa a ser exibido, tente esquecer e se pegar aos detalhes sórdidos da história para assim como eu, não sai frustrado, revoltado e ainda escrever um post igual a esse. Haha’
BOM FILME!!!

quarta-feira, 6 de março de 2013

[Nova Parceria] Gabriel Schmidt

Olá Leitores, tudo bem?!
Hoje trago para vocês, mais uma super parceria com o Gabriel Schmidt, autor do livro “A Ordem Perdida” lançado pela Novo Século, com o selo ‘Novos Talentos da Literatura Brasileira’.
Vamos conferir mais sobre o autor e o seu livro?!

GABRIEL SCHMIDT nasceu em 8 de maio de 1996 em São Bernardo do Campo, São Paulo. No início do Ensino Fundamental,
escreveu e autografou seu primeiro “livro”, com menos de uma dezena de páginas, escrito e desenhado a mão, nascia aí seu
talento por esta nobre arte; no Hall do edifício onde morava montou uma “banca” onde vendia seus exemplares. Muito criativo,
contava e escrevia suas histórias, provocando euforia e expectativa entre seus amigos e professores. Em novembro de 2011,
decidiu escrever seu primeiro livro, concluindo-o em maio de 2012. Sua dedicação, persistência, vontade e por acreditar em um
SONHO, o levaram a conquista da publicação de A Ordem Perdida, o primeiro livro da saga.


Sinopse: A Liga dos Yethis traz consigo o espírito de seis jovens guerreiros que precisam encontrar a Ordem. Um pequeno
artefato que não demonstra o quanto a existência da humanidade depende dele. Ável com seus amigos terá de enfrentar inúmeros inimigos, diversas dimensões e poderes; além da fúria dos deuses adormecidos. Acompanhe a corajosa trajetória
desse grupo que promete não desistir de sua busca.



domingo, 3 de março de 2013

[Resenha] Dezesseis Luas - Beautiful Creatures - Margaret Stohl e Kami Garcia

Título: Dezesseis Luas
Título Original: Beautiful  Creatures 1
Autoras: Margaret Stohl e Kami Garcia
Editora: Galera Record
N° de Páginas: 488
Sinopse: Ethan é um garoto normal de uma pequena cidade do sul dos Estados Unidos e totalmente atormentado por sonhos, ou melhor, pesadelos com uma garota que ele nunca conheceu. Até que ela aparece... Lena Duchannes é uma adolescente que luta para esconder seus poderes e uma maldição que assombra sua família há gerações. Mais que um romance entre eles, há um segredo decisivo que pode vir à tona. Eleito pelo Amazon um dos melhores livros de ficção de 2009. Direitos de tradução vendidos para 24 países. Um filme da série está sendo produzido. "Pacote completo: um cenário assustador, uma maldição fatal, reencarnação, feitiços, bruxaria, vudu e personagens que simplesmente prenderão o leitor até o fim..."

Nota Pessoal:
Ler ‘Dezesseis Luas’ foi me aventurar por um livro que a princípio eu não conhecia muito bem. O livro é enigmático e recheado de coisas realmente interessantes. Eu sabia que seria um livro legal sobre bruxas – ou Conjuradores que é o termo atribuído para tal, no livro – mas não imaginei que eu fosse gostar tanto da história, e que a mesma tornar-se-ia uma das minhas favoritas.
Ethan é um garoto absolutamente comum. Cursando o ensino médio, ele vive uma vida monótona em uma cidade pequena, onde todo mundo sabe da vida de todo mundo. Nada de extraordinário acontecia, até ela chegar. Lena, uma garoto sombria e enigmática, parente do velho Ravenwood que vivia em uma mansão a qual todos atribuíam de mal-assombrada.
Coisas estranhas começam a acontecer. E o que já era esperado tornar-se totalmente perceptível quando todas as garotas da escola começam a ignorar Lena. Ela não pertence aquele lugar e aquele lugar não a aceita. Mas ela já saíra de diversas escolas, passado de um lugar para outro e agora, estava disposta a enfrentar tudo e todos e ‘tentar’ ser uma garoto normal.
E quem ela encontra? Isso mesmo, Ethan está disposto a ajudá-la. Indo contra todos que conheciam o garoto coloca-se entre a garota nova e enigmática e a cidade à qual ele nasceu e foi criado – mesmo não gostando.
A cidade começa a julgá-la e Lena está cada vez mais sentindo-se fraca e tentada a jogar tudo para o alto. Se não fosse o seu Tio Macon, que mesmo não gostando nada da ideia da garota frequentar uma escola, não deixaria ela sair humilhada por aquela cidade e aquelas garotas mimadas, e Ethan, Lena talvez não conseguisse.
Mas há algo que impede esse amor entre Lena e Ethan. E esse algo vem desde antes dos dois terem sonhado em se encontrarem, antes mesmo de terem nascido. Uma maldição persegue Lena e Ethan e parecia não haver saída.
E mais uma complicação surge a medida que o décimo sexto aniversário de Lena, aproxima-se. Ela será Invocada – como toda conjuradora – e ninguém sabe ao certo se será para as Trevas ou para a Luz.

“Dezesseis Luas, dezesseis anos
A Lua Invocadora, a hora se aproxima,
Nessas páginas a Escuridão clareia
Poderem Enfeitiçam o que o fogo queima...” Pág:313
Gostei muito do livro por ele apresentar um diferencial, é narrado no ponto de vista do Ethan – o ‘humano’ da história. Decerto que a princípio também a achei meio clichê – do tipo que acontece na escola, algo impede que os protagonistas fiquem juntos, um dos dois – e quase sempre é ele – tem algo poder especial e blá-blá-blá. Mas o que gostei é que mesmo tendo essa introdução toda clichê, não achei que o livro segue essa linha previsível até o fim.
E acontecimentos interessantes não ficam sendo ‘empurrados’ para o final do livro. Claro que a surpresa/revelação e ‘o acontecimento’ só vai acontecer no fim, mas entre esse começo clichê e esse final não totalmente surpreendente, a ponta criada pelas autoras deram um ritmo bom ao enredo.
A família de Lena é algo realmente interessante de ser destacado. Cada um a seu jeito, eles me conquistaram – principalmente o Macon e ...todos rsrs. Eles são a típica família estranha, onde cada um parece ter sua própria opinião e não são nada chatos, pelo contrario, eles levam tudo na esportiva.
Acho que esse foi um livro sobrenatural – um dos poucos – que eu realmente gostei tanto da Lena quanto do Ethan. Eles são o casalzinho perfeito, sem aquele lenga-lenga, aquele amor meloso nem nada do tipo. São decididos – a Lena que o diga – e sabem o que querem. Claro que tem aqueles momento ‘ah, você sabe que nunca daríamos certo, somos tão diferentes...’ mas não é algo que chega ao extremo.
Enfim, gostei do começo, meio e fim da história. As autoras escrevem muito bem, e fazem descrições minuciosas sem deixa-las chatas ou confusas. Eu soube desenhar cada detalhe em minha mente.
Super recomendo.
BOA LEITURA!!!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

[Resenha] Escola, os piores anos da minha vida - James Patterson e Chris Tebbets

Título: Escola, os piores anos da minha vida
Título Original: Middle School, the Worst Years of My Life
Autores: James Patterson e Chris Tabbetts
Editora: Arqueiro
N° de páginas: 287
Sinopse: É o primeiro dia de aula em sua nova escola, mas Rafa Khatchadorian já sabe que será o pior ano de sua vida. Como se não bastassem seus problemas em casa, agora ele terá que descobrir como sobreviver ao sexto ano. Por sorte, Rafa bolou o melhor plano de todos os tempos: ele se propôs a quebrar todas as regras do colégio, valendo pontos. Porém, professores, pais e valentões não curtiram essa ideia mirabolante. Será que o plano vai passar de mágico a trágico?


Nota Pessoal:
Rafa está prestes a entrar no temido sexto ano. O garoto é quase que uma válvula de escape – na falta de adjetivo melhor - para problemas.Com uma mãe que passa mais tempo fora que dentro de casa – afinal ela precisa pôr comida na mesa – e uma irmã encrenqueira e briguenta, a vida desse pequeno garoto não poderia estar pior. Poderia?!
Sim, poderia. É chegado o tão temido sexto ano. Escola nova – opa, nem tão nova assim -  amigos novos e uma série de regras impostas para tentar impedi-lo de aproveitar a vida e ser feliz. Mas por que Rafa deveria cumprir todas as regras, se ele poderia ser feliz quebrando-as?! E é aí que começa a mirabolante operação R.A.F.A para tornar sua vida na escola, menos complicada.
Mas isso não seria tão fácil. Não quando se tem um amigo imaginário chamado Leo, ditando todas as regras dessa operação e fazendo Rafa seguir a risca, com o princípio básico de não prejudicar ninguém, somente a ele mesmo. E a cada regra quebrada, pontos seriam validados para quem sabe um futuro prêmio.
Além de tudo isso, Rafa ainda tem que enfrentar uma professora, que o garoto apelidou carinhosamente de Mulher-Dragão, um garoto três vezes maior que ele e que o inferniza sempre que pode – e quando digo sempre, quero dizer que o garoto não pode respirar sem entrar em confusão – e sentir-se apaixonado por uma garota.
Acho que o Rafa é o típico garoto passando por aquela fase de rebeldia. Ele é birrento, encrenqueiro e faz de tudo para arrumar confusão. E isso ficou fácil quando ele criou esse amigo imaginário de nome Leo Caladão – que para mim é o ‘vilão’ da história toda, se assim podemos dizer.
Mas, independente de qualquer coisa, eu realmente gostei do Rafa. Não que eu concorde ou apoie todas aquelas atitudes dele, mas tiveram coisas que me levaram a pensar sobre o que motivava – além do fato de toda a fase criança/adolescente quando queremos mostrar quem somos e para que viemos – a fazer todas aquelas coisas. Tem o Leo Caladão, tá bom, mas acho que muitos foram os motivos, além da pressão do amigo imaginário.
A narrativa é feita pelo próprio Rafa de modo despojado e divertido, o que torna o personagem ainda mais vivo. Ele é como um amigo, daqueles encrenqueiros e que vivem se metendo em confusão, mas no fundo é um garoto bom.
O livro é cheio de ilustrações que conectam-se perfeitamente a história – na verdade, elas falam por si só. Isso torna a leitura mais interativa e divertida. E acho que um dos pontos altos do livro é justamente isso, o modo despojado e a interação personagem/leitor criada pelos autores.
Mas não se enganem e esperem uma grande história. Apesar de todo o divertimento que ela propõe, é extremamente infantil – ou infanto-juvenil – e pode não agradar a todos. Decerto que é uma história engraçada e divertida e irá agradar muito as crianças e/ou pré-adolescentes que estão entrando nessa fase do Rafa, mas fato é que nenhum tema de grande importância é verdadeiramente aprofundado no livro. Talvez o bullying, mas no contexto em si, ele não é aprofundado ou relatado como algo sério, afinal temos a história narrada pelo próprio Rafa – e isso nos dá uma visão extremamente infantil do problema real, ou seja, o garoto não consegue enxergar a gravidade da situação.
Uma personagem que muito me intrigou foi a mãe do Rafa. Eu não gostei dela e tenho meus próprios motivos. Primeiro que acho que ele merecia mais atenção. E eu sei que ela precisava trabalhar para sustentar a casa e tudo o mais, mas poxa, o garoto estava passando por uma fase complicada na escola, e ela só trabalhava, trabalhava e trabalhava?! Segundo que ela não conseguia enxergar o mundo a sua volta, sério, como uma mulher pode morar com um homem, sabendo que ele não gosta dos seus filhos, não trabalhava, e ainda sustenta ele. Não dá pra aceitar.
E você enxerga toda essa situação através do Rafa, e apesar de todo, acho que o garoto é sim compreensível e você consegue ver que ele gosta realmente da mãe. E também é perceptível que lá no fundo ele era um garoto bom. Sim, eu sei que às vezes ele era chato, insuportável e eu tinha vontade de entrar no livro e dá uns bons puxões de orelha nele, mas eu também vi que era só aquela fase do ‘eu sou Rafa, e vim mostrar quem sou, ninguém pisa em mim e eu vou quebrar todas as regaras, sem prejudicar ninguém’.
O que eu acho mesmo é que ele precisava de um pulso mais firme. Afinal ele aprontava e aprontava e ninguém parecia fazer nada, acho que isso o motivou a continuar fazendo coisas erradas pelo simples fato de querer ser notado – mesmo que pelas coisas ruins que poderia fazer.
Apesar de não ter uma mensagem explícita – e o objetivo de passar uma mensagem para o leitor, é sempre ou quase sempre o intuito desse tipo de livro – os autores souberam criar uma historinha que muitos podem encarar como boba, mas que no fundo, traz sim mensagens que podem ser extraídas.
Na verdade, a história faz parte de uma série, e esse é o primeiro volume. Com certeza irei ler os outros.
BOA LEITURA!!!