O Clube do Livro Sergipe, promoveu
um concurso cultural intitulado “Repasse Literário”, que consiste basicamente
em sortear dentre os participantes dos eventos, três pessoas que têm a função
de ler determinado livro e resenhá-lo. A ideia não apenas deu certo, mas
revelou resenhistas de mão cheia. As resenhas foram maravilhosas, e nós – Clóvis,
Érika, Faby, Fran, Lea e eu -, organizadores do Repasse, tivemos um trabalhão
para escolher a resenha vencedora.
Suzane Oliveira foi a vencedora. Agora quer ler o que ela achou do
livro Extraordinário? Vê aí!
Quando tiver que escolher entre estar certo e ser
gentil, escolha ser gentil.
Dr. Wayne W. Dyer
Fora do comum. Diferente. Admirável, espantoso, incrível. Excepcional. Esses
são alguns sinônimos para a palavra “Extraordinário” e podemos classificar o
livro de mesmo nome, da autora R. J. Palacio, com esse adjetivo. Este é o seu
livro de estréia e difunde uma linda mensagem pelo mundo.
Iniciei a leitura como parte do processo “Repasse Literário”, realizado pelo
Clube do Livro Saraiva – Se, e devo admitir que se não fosse por isso,
provavelmente não o leria. Sim, eu fujo das sinopses mais “tristes”.
Surpreendi-me com a leitura desde as primeiras linhas, a partir daí foi paixão
a primeira lida! A leitura é simples, mas interessante, flui tão fácil quanto
respirar, quando se vê, estamos quase passando do ponto de ônibus onde
deveríamos descer (rsrs). August Pullman tem 10 anos, nasceu com uma síndrome
genética que deformou seu rosto, por conseqüência, passou por mais de 20
cirurgias para tentar reconstruí-lo, o resultado dessas cirurgias? Não vou
descrever minha aparência. Não importa o que você esteja pensando,
provavelmente é pior (p.11). Assim, somos apresentados a rotina da vida de
Auggie (apelido familiar), desde o seu nascimento até seu primeiro ano na
escola.
O livro é dividido em 8 partes, narrado por 6 personagens que possuem maior
relevância, duas delas pelo nosso personagem principal. Há uma grande vantagem
em ter mais de um narrador: conseguimos ter a visão geral dos fatos, além disso,
nos envolve na trama como um todo e não nos cansa. Dentre essas partes, uma
chamou-me atenção, ela é narrada por Justin namorado da irmã do August - e não
possui a diferenciação de letras maiúsculas/minúsculas ou travessões para
marcar os diálogos. Inicialmente, achei que fosse um erro de revisão da edição,
mas analisando o livro como um todo notei que era proposital, que talvez
houvesse algo implícito nessa desorganização, quem sabe caracterizar o Justin:
seria ele desatento? Ou incapaz de diferenciar as coisas, as pessoas? Sobre o
assunto, Palacio diz: as pessoas me perguntaram por que coloquei a parte do
Justin em minúsculas. tudo que posso dizer é que ele é o tipo de cara que usa
minúsculas, ressalto que essa afirmação também foi feita em minúsculo.
O que eu achei da obra? Eu simplesmente fiquei encantada, a ponto de desejar
que a autora desse continuação, e por que não mostrar o Auggie jovem/adulto? É
inocência acreditar que as pessoas não são cruéis, que a perfeição não é uma
regra a qual tentamos seguir, mostrar como o personagem está enquanto adulto
pode ser muito bom. Por fim, só resta dizer que super-recomendo a leitura!
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Diz aí se a resenha não ficou realmente... Extraordinária! Aguardem resenhas dos próximos Repasses... haha ;)