sábado, 21 de dezembro de 2013

[Resenhando Nacional] Amazônia - Arquivo das Almas - Paul Fabien

Título: Amazônia – Arquivo das Almas.
Autor(a): Paul Fabien.
Editora: Isis.
Nº de páginas: 332.
Sinopse: Em um futuro não muito distante um casal de oficiais, Vitã e Helena, participam de várias campanhas militares. Em todas as oportunidades lutam para defender a grande floresta Amazônica. Eles não imaginam que uma nova missão irá lançá-los na mais espetacular e perigosa das aventuras. O grande enigma começaria dentro da Amazônia, um lugar inóspito e assustador repleto de mistérios e grandes perigos. Após vários confrontos se deparam com as cavernas de Abissínia, na Colômbia, onde encontram a origem do verdadeiro mal e descobrem antigos segredos gravados em inscrições cuneiformes, registradas por outras civilizações pré-diluvianas.



 Nota Pessoal:


Uma aventura de proporções futurísticas e inimagináveis; um livro recheado de ação e personagens cativantes; um cenário atraente e cheio de surpresas.
A obra de Paul Fabien tem tudo que uma boa história de ficção científica deve ter: guerras, muita ação e aparatos tecnológicos que vão além do que se pode esperar. A cada página uma nova surpresa que mantém aguçada a curiosidade do leitor mais crítico do gênero. Fato é que Amazônia é realmente incrível.

Vitã e Helena são dois oficiais que trabalham numa base montada dentro da Floresta Amazônica com o intuito de preservar a natureza. Os dois não se conhecem, mas suas vidas estariam prestes a se cruzar da forma mais perigosa possível.
Naves não identificadas cruzam a fronteira da floresta e ameaçam acabam com a paz da base. E logo que essas naves são percebidas o comandante Lemos sabe que algo precisa ser feito. E rápido.

É então que ele manda seus melhores oficiais – Vitã e Helena – para essa missão perigosa e imprevisível. Eles teriam que investigar a origem dessas naves e o que quem as operava pretendia ao romper as barreiras que mantinham a biodiversidade amazônica longe de inimigos.
O que eles descobrem é ao mesmo tempo assustador e incrível. Nas cavernas da Abissínia, Colômbia, um estranho grupo religioso mantêm reuniões secretas. Enquanto isso, fora delas, o mesmo grupo que tem como líder um Conselheiro, escraviza pessoas das formas mais cruéis possíveis.

O que eles descobrem?! Uma coisa que pode mudar completamente o rumo da terra. Algo que os deixa eufóricos com a possibilidade de ter todo aquele poder e dominar toda e qualquer coisa.
E tudo girava em torno da principal base de defesa amazônica: a base-torre de Codajás, o edifício de 200 andares, no qual trabalhavam uma infinidade de pessoas, que assim como Vitã e Helena, tinham por objetivo proteger a Amazônia.

Ler Amazônia – Arquivo das Almas foi uma experiência incrível - levando-se em consideração que só li pouquíssimos livros do gênero – e me fez acreditar ainda mais no potencial dos autores brasileiros. Paul Fabien, sem dúvidas, é um grande autor e escreveu uma história tão grandiosa a ponto de ao mesmo tempo mesclar aventura, ação a um alerta de como o que se faz hoje pode impactar na natureza no futuro, criando uma base com o intuito de preservar a biodiversidade ainda existente.

Tudo bem, que esse lado ‘ecológico’ serve mais como pano de fundo do enredo, mas cai muito bem na história proposta e para os mais atentos é mesmo parte primordial do livro.
Vitã é um cara demais. E quando eu digo demais eu quero dizer: imagine um cara que está disposto a tudo para fazer o bem; o bem coletivo. Pois bem, ele tem uma personalidade forte e sabe que mesmo num mundo engolido pela tecnologia, é preciso que pessoas existam, porque esse é o sentido da vida.

Helena... A Helena é uma oficial/major das boas. Uma mulher, que assim como Vitã, entende que as máquinas são necessárias e facilitam a vida, mas de que serve isso se não existisse os animais, o verde da floresta, a família e tudo que dê algum sentido a existência?!
E assim como eu – ao me deparar com a sinopse e com a própria história ao começar a ler – você deve se perguntar: vai rolar um romance entre o Vitã e a Helena?! Parece que sim, né?!

Definitivamente o foco do livro não é esse, mas nessa missão em busca de ‘salvar o mundo’ uma fagulha será acesa, afinal eles estão próximos, sozinhos e... são pessoas, ora. A atração acaba sendo inevitável, mas o mais legal é que isso acaba soando tão sem importância naquele momento em que tudo estava prestes a desmoronar e o futuro da humanidade estava em risco. Além do que Vitã e Helena são os dois oficiais/majores mais turrões e encrenqueiros – e isso é engraçado – que você possa imaginar.
Vitã é o mais flexível dos dois, mas não fica atrás do ‘não estou nem aí pra você’ de Helena. Embora, antes de qualquer coisa, eles sejam amigos, e isso é importante porque serve para que eles sejam mais próximos: esse companheirismo que os mantém em sintonia.

Mas o foco do livro é realmente a ação. O enredo é de tirar o fôlego da primeira à última página. É como uma corrida contra o tempo. Página após pagina temos mais revelações, mais ação, mais aparatos tecnológicos quase indescritíveis de tão bons e geniais... O livro é uma verdadeira surpresa em todos os sentidos.

O autor ainda adiciona aspectos da cultura brasileira – tribos indígenas – e da mitologia suméria (como diz Márson Alquati) que enriquecem a história e a torna ainda mais fascinante.

Ah, e não posso esquecer dela: a maior companheira dos oficiais/majores Helena e Vitã, e nossa também: SIB 41. A nave acompanha toda a missão, do começo ao fim, e é quase – não, ela realmente é – uma personagem do livro. O neurossistema ultra inteligente da nave faz dela algo tão magicamente adorável! Sério, pra mim a SIB 41 é a personagem mais importante do livro. Haha.

Uma aventura épica e futurista, Amazônia, além de revelar um grande nome da literatura nacional, traz uma história inovadora, com toques de sobrenatural – sim, sobrenatural! – que vai agradar e muito os leitores de ficção científica, assim como aquelas que ainda não leram nada desse gênero. Um livro 5 estrelas, que merece todos os elogios e ainda assim estará acima de todos eles.

Boa Leitura!

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Um comentário:

  1. Hey!
    Já conhecia esse livro por uma resenha que li por essa nossa enorme blogosfera, e fiquei muito interessada, mas ainda com um pé atrás, já que um enredo que propõe tal magnitude tem o dever de ser realmente grandioso. Não que eu não ache que o autor, por ser brasileiro, não seja capaz de fazê-lo. Mas é que eu já ando desconfiada mesmo, por conta de outras decepções literárias... Enfim, se eu tiver a oportunidade, com certeza lerei.
    sete-viidas.blogspot.com

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